O ator Marco Aurélio Dias Furlan, preso em flagrante no dia 2 de agosto, foi indiciado pela Polícia Civil após a conclusão do inquérito em Pindamonhangaba, São Paulo. A confirmação sobre o indiciamento foi divulgada na última quarta-feira, 12 de agosto.
A advogada da família da criança divulgou uma nota nas redes sociais, na qual afirmou que o relatório final da investigação incluiu testemunhos da mãe da vítima, de testemunhas e de policiais que estavam envolvidos no caso. De acordo com ela, os depoimentos corroboraram a dinâmica do crime, assim como as circunstâncias que o antecederam e sucederam.
A mãe da criança notou a ocorrência quando ouviu gritos do filho vindo do quarto. A advogada informou que a criança foi encontrada despida, chorando e relatando dor, o que também foi observado por testemunhas presentes no local. O incidente ocorreu durante uma festa de aniversário em uma chácara no bairro Goiabal.
Segundo o boletim de ocorrência, o menino, que possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), estava dormindo em um dos quartos da residência. Os gritos chamaram a atenção da mãe e de uma amiga da família, que rapidamente se dirigiram até o cômodo.
Inicialmente, Furlan alegou ter confundido o menino com sua namorada, mas negou qualquer ato de abuso. Na delegacia, acompanhado de advogados, afirmou não se recordar do que havia ocorrido. No dia 3 de agosto, ele passou por audiência de custódia, onde a Justiça decidiu manter sua prisão.
As investigações da Polícia Civil continuam sob sigilo, devido ao envolvimento de uma criança. O médico-legista Rodrigo Carvalho de Almeida, responsável pelo laudo do Instituto Médico Legal (IML) que analisou a vítima, declarou que não foram encontrados elementos que demonstrassem a prática de ato libidinoso, embora o laudo ainda aguarde os resultados de exames complementares.