María Corina Machado, uma das principais figuras da oposição na Venezuela, declarou que pretende retornar ao país "muito em breve". A afirmação foi feita durante sua participação no Fórum de Liberdade de Oslo (OFF) nesta terça-feira, 2 de junho. Apesar da expectativa em torno de sua volta, a política de 58 anos não especificou uma data para o retorno.
Machado teve um papel central na última eleição presidencial da Venezuela, que ocorreu em julho de 2024, embora tenha sido barrada de participar como candidata. Mesmo assim, ela se destacou ao liderar a campanha de Edmundo González, ex-diplomata e candidato que representava a oposição ao chavismo.
Após a eleição controversa e a vitória contestada de Nicolás Maduro, María Corina Machado enfrentou meses de repressão e perseguição por parte do governo, o que a levou a deixar a Venezuela em dezembro do ano anterior. Sua saída foi realizada em uma operação secreta pelo Mar do Caribe, com o objetivo de participar da cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz, na Noruega. Desde então, a líder oposicionista reside nos Estados Unidos.
A relação entre o governo norte-americano e a Venezuela também passou por mudanças durante esse período. Embora uma operação militar tenha resultado na captura de Maduro, María Corina não foi incluída nas estratégias do presidente dos EUA, Donald Trump, que optou por apoiar Delcy Rodríguez, a vice-presidente de Maduro, que assumiu o controle do país após a prisão de Maduro.
Apesar das dificuldades enfrentadas pela oposição, a administração de Trump fez elogios à gestão de Maduro, o que coincidiu com uma série de sinalizações de Delcy em relação aos interesses dos EUA na Venezuela. A reabertura das relações diplomáticas e o interesse pelo setor petrolífero do país caribenho foram algumas das pautas discutidas entre as partes, mesmo com o chavismo ainda no poder.