A ex-deputada federal Marília Arraes deverá oficializar, no próximo dia 12 de março, sua filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) com o objetivo de disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro.
A movimentação ocorre após o presidente estadual do Partido da Renovação Democrática (PRD), Josafá Almeida, anunciar que a ex-parlamentar deixou a federação formada entre o PRD e o Solidariedade. Segundo ele, a decisão foi tomada em comum acordo na última sexta-feira (27), durante reunião em São Paulo com o presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força, além de integrantes das duas siglas.
Em nota encaminhada à imprensa, Josafá Almeida afirmou que a saída foi acertada previamente e que Marília já não integra mais a federação partidária. Procurada, a assessoria da ex-deputada informou que ainda não dispõe de detalhes oficiais sobre a nova definição partidária.
Apoios e articulações políticas
No último fim de semana, Marília cumpriu agendas ao lado do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto (PSDB), que declarou apoio à sua pré-candidatura ao Senado.
Nas redes sociais, a ex-deputada reforçou que sua decisão de concorrer à Casa Alta é definitiva. “Não tem volta atrás”, afirmou, acrescentando que não poderia recuar diante do que classificou como apoio expressivo de eleitores pernambucanos.
Cenário eleitoral
A composição da chapa majoritária ainda está em discussão. Além de Marília, outros nomes são cogitados para integrar a possível aliança liderada pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB).
De acordo com a publicação de O Globo, aliados da ex-deputada avaliam que seria “insustentável” sua exclusão de uma eventual chapa encabeçada por João Campos. O grupo aposta na capacidade eleitoral de Marília e no potencial de transferência de votos para fortalecer o projeto político nas eleições de outubro.


