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Pernambuco

Mesmo com proibição do MPPE e da PMPE, carreata acontece em Petrolina

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Cidades vizinhas, irmãs, separadas apenas por uma ponte sobre o Rio São Francisco, Petrolina e Juazeiro, a primeira em Pernambuco e a segunda em solo baiano, foram impedidas de promover uma carreata com buzinaço, hoje,  em protesto contra as medidas restritivas na economia impostas para prevenção da população frente ao coronavírus.

As duas carreatas estavam previstas pela manhã, em torno das áreas centrais das duas cidades, com concentração às margens do Rio São Francisco. Mas o Ministério Público agiu com rigor, acionando a Polícia com a ordem de apreender os carros dos manifestantes. 

Diante disso, os organizadores foram obrigados a cancelar o protesto. Na próxima segunda-feira, manifestação semelhante está programada para Recife, mas o MP também já avisou que vai coibir. (Do Blog do Magno)

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Pernambuco

Pernambucanos curados da Covid-19 falam sobre dificuldades para enfrentar a doença

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Primeira paciente internada com diagnóstico da Covid-19 na UTI do Hospital da Mulher do Recife, a dona de casa Sandra Gomes, 48 anos, lembra que o primeiro sinal para a gravidade da doença veio quando tentou tomar água e não conseguiu por causa da falta de ar. Recuperada, ela faz um alerta sobre as dificuldades que um paciente com quadro mais severo enfrenta após ser diagnosticado com o novo coronavírus.

Nesta segunda-feira (25), Pernambuco completa dois meses do registro da primeira morte pela Covid-19. O estado teve, nesse sábado (23), mais 87 mortes confirmadas pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Com isso, Pernambuco contabiliza um total de 2.144 vidas perdidas para a Covid-19. Por outro lado, já foram registrados 4.648 recuperados da doença, sendo 287 confirmações no último boletim epidemiológico do estado.

Uma das curadas, Sandra ressalta a necessidade de as pessoas ficarem em casa para diminuir a velocidade de contágio do vírus e frear o avanço na quantidade de mortes. “A falta de ar era tão grande que não consegui beber água. Engasgada, fui para a UPA dos Torrões pela segunda vez. Como sou diabética, procuraram uma vaga em UTI e fui para o Hospital da Mulher”, diz a dona de casa. Na primeira ida à Unidade de Pronto Atendimento e com sintomas leves da doença, Sandra foi orientada a voltar para o isolamento domiciliar. “Disseram que era uma crise de ansiedade e me disseram para ir pra casa”, recorda.

Depois de uma nova crise de falta de ar, passou cinco dias na UTI do Hospital da Mulher do Recife e mais nove na enfermaria da unidade especializada. “Não precisei ser entubada e me recuperei com a medicação administrada pela equipe e com a fisioterapia respiratória. Vencer essa doença me fez perceber como é horrível querer respirar e não conseguir. A quem pensa que o que estamos vivendo é brincadeira, posso garantir que não é”, enfatiza.

Recuperado da Covid-19, Alberico recebeu alta do Hospital das Clínicas há oito dias.  (Foto: Arquivo Pessoal)
Recuperado da Covid-19, Alberico recebeu alta do Hospital das Clínicas há oito dias. (Foto: Arquivo Pessoal)

O montador de elevadores Albérico de Oliveira, 63 anos, testemunhou mortes de companheiros de UTI enquanto esteve internado para o tratamento da Covid-19 no Hospital das Clínicas (HC). No hospital, viu pessoas sendo entubadas e não conseguindo vencer o novo coronavírus. O pensamento de que seria o próximo, diz, foi inevitável.

Morador do bairro de Vista Alegre, em Jaboatão dos Guararapes, Albérico teve os primeiros sintomas da doença no dia 16 de abril. Os sinais iniciais foram perda do olfato e do paladar. “Nos dias seguintes, passei a tossir muito e a ter cansaço. Foi quando fui para a UPA do Curado. Lá, fiquei por uma semana na sala vermelha até conseguirem uma vaga em UTI. Foi quando fui para o HC. Vi muitas pessoas morrendo perto de mim e achei que seria o próximo. Tenho diabetes e hipertensão. É uma experiência que não desejo a ninguém”, conta.

A jornalista Aline Moura (centro) foi diagnosticada com Covid-19. A sogra dela (direita) morreu por Síndrome Respiratória Aguda Grave.  (Foto: Arquivo Pessoal)
A jornalista Aline Moura (centro) foi diagnosticada com Covid-19. A sogra dela (direita) morreu por Síndrome Respiratória Aguda Grave. (Foto: Arquivo Pessoal)

A jornalista Aline Moura, 45 anos, conseguiu se recuperar da Covid-19, e presenciou, no mesmo dia em que fez o teste para saber se tinha a doença, a sogra, Sebastiana Pedroza, de 73 anos, ser socorrida com falta de ar. Do quarto onde cumpria o isolamento, Aline não pôde auxiliar no socorro. Sebastiana chegou a um hospital público sem sinais vitais. A equipe que a recebeu tentou reanimá-la, sem sucesso. 

“O primeiro sintoma foi uma tosse, mas, no decorrer dos dias, fui piorando. Parecia que o meu corpo estava cheio de veneno”, diz. No dia 21 de abril, Aline procurou um hospital particular na área central do Recife. Foi diagnosticada com um quadro comum de gripe e orientada a retornar para casa. “Cheguei e fui direto para o banheiro e permaneci isolada no quarto. Nos dias anteriores, porém, tive contato com a minha sogra. Ela tinha sofrido um AVC e precisava de cuidados constantes, com contato físico”, afirma.

Dos familiares que conviviam na residência, apenas Aline e Sebastiana apresentaram sintomas da Covid-19. “Meu marido e minhas cunhadas não tiveram sintomas. O meu quadro foi moderado. O da minha sogra, grave. Ela passou alguns dias sem apetite, mas teve um agravamento repentino, com falta de ar”, relata a jornalista. Na certidão de óbito de Sebastiana, a causa da morte foi registrada como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). A família recebeu a informação de que o óbito, ocorrido no dia 25 de abril, seria investigado para saber se a condição foi causada pelo novo coronavírus, mas, até agora, o laudo não foi informado aos parentes de Sebastiana. Aline recebeu o diagnóstico da doença após pagar pelo exame na rede privada.

A autônoma Edilma Antune e o marido, Douglas Alves, estão curados da Covid-19. (Foto: Arquivo Pessoal)
A autônoma Edilma Antune e o marido, Douglas Alves, estão curados da Covid-19. (Foto: Arquivo Pessoal)

Na casa da autônoma Edilma Antunes, 32 anos, ela; o marido, Douglas Alves, 34, e a mãe, Zilda Maria, 59, tiveram Covid-19. Os três conseguiram se recuperar da doença. “O intervalo entre o oitavo e o décimo dia foi o pior. Nesses dias, só consegui dormir fazendo uso de bombinha”, diz Edilma, que foi diagnosticada em consulta no hospital da Hapvida no Derby. “É impressionante como, ao completar 14 dias, nos casos de quem não teve agravamento, como foi conosco, os sintomas se vão”, afirma.

Para ser considerado curado da Covid-19, de acordo com o infectologista Demetrius Montenegro, é preciso completar o ciclo de 14 dias da doença mais três dias sem sintomas. Quando o paciente não tem complicações e não apresenta os sintomas nesse período, é considerada cura clínica. Caso o paciente precise ir para a UTI e tenha complicações, mesmo completando 14 dias, só será considerado recuperado quando todas as complicações forem resolvidas. Assim, o tempo pode ser superior a 17 dias.

Por Diário de Pernambuco

Foto da capa: Sandra deixou o Hospital da Mulher do Recife após duas semanas internada. (Foto: Tarciso Augusto/Esp.DP)

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Pernambuco

Pernambuco tem mais de 6 mil infectados e corre risco de colapso de agentes da saúde

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Médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, farmacêuticos, trabalhadores da enfermagem e tantos outros profissionais seguem com o papel de soldados do cuidado cara a cara com um agente infeccioso invisível: o novo coronavírus. Cada vez mais expostos no front, eles abraçam a missão do cuidado diariamente e, ao mesmo tempo, estão em sacrifício da própria vida. Em Pernambuco, a escalada do adoecimento desses trabalhadores, representada em números, revela o quanto eles estão em risco. Já são, no Estado, 6.201 profissionais de saúde infectados – 50% deles (ou 3.086, em números absolutos) com confirmações de testes laboratoriais divulgadas da segunda-feira (18) a este sábado (23). 

Quando apresentam sintomas, eles saem do front por, pelo menos, 14 dias. Só na quinta-feira (21), na capital pernambucana, 489 trabalhadores estavam afastados dos postos de saúde, emergências, enfermarias e unidades de terapia intensiva (UTI) por apresentar sintomas da doença. “Entre eles, estão 88 médicos, 164 técnicos e auxiliares de enfermagem e 100 enfermeiros. Temos um desafio imenso na recomposição das escalas de toda a rede de saúde. Procuramos vencer essa barreira com mobilização e deslocamento de especialistas de ambulatórios (não covid-19), além das contratações que estão sendo feitas para minimizar efeitos do adoecimento de profissionais”, disse o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, em coletiva de imprensa transmitida pela internet.

A subida das confirmações de covid-19 nesses trabalhadores e, consequentemente, o déficit nas escalas de plantões vêm num momento em que a pandemia mais exige deles. Com a aceleração da curva epidêmica no Estado, os profissionais de saúde se tornam mais do que necessários para salvar milhares de vidas todos os dias. O desfalque nas escalas se soma à pressão que a covid-19 faz na assistência hospitalar.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI e de enfermaria permanecem em zona de criticidade. Na rede estadual, das 604 vagas de terapia intensiva para pacientes com suspeita e diagnóstico da doença, 98% estavam ocupadas até ontem. Na capital, 85% dos 125 leitos de UTI estão com pacientes.

Eles precisam não apenas de um ambiente adequado com respiradores, mas principalmente necessitam das equipes de saúde para garantir a sobrevida. “Vejo o adoecimento desses profissionais com muita preocupação. Quando falamos sobre o número dos que estão infectados, não é para impressionar; é porque infelizmente é a realidade. Há muitos que estão afastados das UTIs e emergências. Isso inclui também os trabalhadores que circulam nas unidades de saúde, incluindo funcionários de setor administrativo e limpeza. Estão todos muito expostos, mesmo usando EPI (equipamento de proteção individual)”, diz o médico Marçal Durval Siqueira Paiva Júnior, presidente da Sociedade de Terapia Intensiva de Pernambuco.

Para ele, é sério o cenário de colapso de recursos humanos a que assistimos. “São vários os profissionais capacitados que estão adoecendo. O que acontece? Vários têm dobrado plantão (pelo desfalque), outros vão trabalhar e não sabem se serão rendidos”, acredita Marçal.

Apesar de ultrapassar a marca de 6 mil profissionais infectados, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informa que é difícil contabilizar quantos servidores estão atualmente afastados. “Não temos esse número, que é muito dinâmico. Enquanto alguns trabalhadores de saúde adoecem, outros voltam ao trabalho, mas a taxa de afastamento do Estado não tem sido diferente de outros países e partes do Brasil”, frisou, em coletiva de imprensa online, a secretária-executiva de Vigilância em Saúde de Pernambuco, Luciana Albuquerque.

Na última segunda-feira (18), em entrevista à Rádio Jornal, o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, classificou como complexa a necessidade de reorganização das escalas para dar atendimento aos pacientes com suspeitas ou diagnóstico de covid-19. 

“Autorizamos a contratação de mais de 6 mil profissionais desde o início pandemia. Primeiramente chamamos 5 mil. Desses, adentraram três mil. Estamos convocando mais dois mil e oitocentos, além daquilo que a gente já havia chamado inicialmente”, informou o secretário. (Do PE Notícias)

 

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Pernambuco

Patriota: 700 km de moto e meiota de cana

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Dos 25 deputados da bancada de Pernambuco, apenas dois, Fernando Filho (MDB) e Gonzaga Patriota (PSB), este decano da Casa, ficaram raízes em Brasília e cumprem a quarentena por lá. Há duas semanas seguidas, Patriota rompe o isolamento com passeios de moto entre o sábado e o domingo pelas estradas do DF e Goiás.

Hoje, acordei com uma mensagem dele informando que já pegou a BR para uma aventura de 700 km. “Saio de Brasília, pego rumo a Goiás e chego até a divisa da Bahia”, diz o parlamentar-motociclista.

Patriota é um setentão disposto e corajoso. Viciado em encontro de motoqueiros, já esteve em vários deles nas redondezas de Brasília entre os Estados de Goiás e Minas Gerais. O que chama atenção é a informação dele de que largou às três horas da madrugada e quando voltar vai comemorar a façanha com uma meiota.

“Volto ao meio dia para beber uma meiota de cana e mil de tripa”, escreveu. Por fim, mandou um recado: “Fica com Deus e te cuida para escapar da Covid-19. Jesus te ama!”

Uma figura, esse Patriota! (Do Blog do Magno)

 

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