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Saúde

Ministério da Saúde distribui mais 7,6 milhões de doses da AstraZeneca

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O Ministério da Saúde começou a distribuir neste domingo (20/6) 7,6 milhões de doses da vacina da AstraZeneca para estados e o Distrito Federal. Produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), as doses serão destinadas para completar a imunização de grupos prioritários com a segunda dose do imunizante contra a COVID-19. O intervalo entre as duas doses é de 3 meses.

Segundo o ministério, a doses vão imunizar idosos entre 60 e 64 anos e profissionais que atuam na linha de frente de combate à pandemia, como trabalhadores da área da saúde e agentes de forças de segurança e das Forças Armadas. O envio deve ser concluído nesta segunda-feira (21/6).

Com a remessa do novo carregamento, o ministério chega à marca de 120 milhões de doses enviadas aos estados. Mais de 86 milhões já foram aplicadas. Fonte: Estado de Minas

 

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Saúde

Saúde: adolescentes de 12 a 17 anos podem receber vacina anticovid após adultos

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Adolescentes de 12 aos 17 anos poderão receber vacinas contra a covid-19 assim que Estados e municípios terminarem de aplicar ao menos a primeira dose nos grupos prioritários definidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). A nova orientação foi emitida na noite desta terça-feira, 27, em nota conjunta assinada pelo Ministério da Saúde, pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

No documento, os três órgãos orientam que, uma vez esgotados os grupos prioritários, a campanha de vacinação contra a covid-19 deve seguir critério decrescente de idade.

Em São Paulo, a administração estadual prevê que esse público comece a ser vacinado em 23 de agosto. De acordo com o governador João Doria (PSDB), a estimativa é que os 3,2 milhões de adolescentes do Estado recebem a primeira dose até 30 de setembro.

Adolescentes com comorbidade serão vacinados entre 23 de agosto e 5 de setembro. De 6 a 19 de setembro, será a vez dos que têm entre 15 e 17 anos, sem comorbidades; a faixa etária dos 12 aos 14 anos receberá a vacina de 20 a 30 de setembro.

Até o momento, a única vacina contra a covid que tem autorização da Anvisa para ser aplicada em adolescentes a partir dos 12 anos no Brasil é a da Pfizer. O aval foi concedido em junho, após o laboratório apresentar estudos que indicaram a segurança e eficácia da vacina para este grupo, segundo a agência.

Brasil ao Minuto

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Saúde

Unidade da Fundação Altino Ventura registra quase 42 mil procedimentos no primeiro semestre em Serra Talhada

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Inaugurada em março de 2018, a Unidade da Fundação Altino Ventura – FAV de Serra Talhada realizou um total de 41.720 procedimentos no período de janeiro a julho de 2021.

A unidade oftalmológica oferece consultas, exames e procedimentos cirúrgicos à população, através de parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Fundação Altino Ventura, por meio do Sistema Único de Saúde – SUS.
Apesar da pandemia, no período de janeiro a julho a média registrada de procedimentos na unidade foi de cerca de mil consultas, 4.900 exames e 80 procedimentos cirúrgicos por mês, somando 6.860 consultas, 34.300 exames e 560 procedimentos cirúrgicos.

“A unidade registrou quase 42 mil procedimentos no primeiro semestre e já registra um aumento na média mensal de procedimentos oftalmológicos, o que indica que teremos um balanço ainda mais positivo neste segundo semestre, uma vez que a população que estava mais receosa por causa da pandemia voltou a procurar o atendimento com mais frequência, motivada pelo avanço da vacinação”, comentou a secretária de Saúde, Lisbeth Lima.

“Desde 2018 a população de Serra Talhada tem acesso à atendimento oftalmológico de qualidade através da Unidade da Fundação Altino Ventura. A instalação da unidade em Serra Talhada foi fruto do empenho da gestão municipal, que não mediu esforços na concretização da parceria com a FAV, cedendo um espaço completamente estruturado no Alto da Conceição e garantindo mensalmente o financiamento dos serviços ofertados, como consultas, diagnóstico de glaucoma, catarata, tratamento de córnea, retinopatia diabética, exames de laser, e muitos outros procedimentos, todos realizados aqui mesmo na cidade, evitando que os serra-talhadenses precisem se deslocar para o Recife ou outras cidades em busca de atendimento oftalmológico, atendimento que será ampliado em breve com a conclusão do bloco cirúrgico”, ressaltou a prefeita Márcia Conrado.

Marcação de consultas

A marcação de consultas ou exames para a Unidade da Fundação Altino Ventura – FAV de Serra Talhada deve ser realizada pelas Unidades Básicas de Saúde da Família do município, através da Central de Regulação. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 07h às 17h. A Unidade FAV fica localizada na Avenida Dr. Ademar Xavier, 335, Bairro Nossa Senhora da Conceição.

 

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Saúde

Ministério da Saúde classifica bariátrica como essencial e cirurgia deve ser priorizada na saúde pública

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O Brasil perdeu 36.331 vidas nesta pandemia de pessoas com obesidade, fator de risco para o agravamento de quadros da Covid-19. Somente na capital federal, 15,3% dos óbitos relacionados ao vírus foram de brasilienses com essa comorbidade. Por conta desse cenário, o Ministério da Saúde classificou a cirurgia bariátrica como um dos procedimentos eletivos essenciais.

A operação deverá ser priorizada na saúde pública e suplementar com retomada dos procedimentos em até 12 semanas, a contar do começo de julho, quando a recomendação foi publicada no documento Diretrizes da Atenção Especializada no Contexto da Pandemia de Covid-19, do Governo Federal.

Ao contrário de doenças pré-existentes como cardiopatia e diabetes, responsáveis pela maior parte dos casos de óbitos relacionados à Covid-19 de pessoas com comorbidades, a obesidade tem como característica a letalidade maior em pessoas com menos de 60 anos que acabam falecendo por conta da infecção, como mostra o último boletim epidemiológico especial publicado pelo Ministério da Saúde. Foram 21.336 óbitos registrados nessa população, enquanto 14.995 mortes foram de idosos.

Questão de saúde

Todos esses fatos e estatísticas mostram que a cirurgia indicada em casos de obesidade é um procedimento baseado na saúde do paciente. É isso que explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Fábio Viegas. O especialista avalia que entender a cirurgia bariátrica como um procedimento estético é minimizar a obesidade mórbida.

“O paciente obeso mórbido possui uma incidência elevadíssima de morte precoce. 70% dos pacientes obesos mórbidos vão morrer antes dos 50 anos de idade, e vão morrer porque possuem hipertensão grave, diabetes, câncer de mama, câncer de endométrio, câncer de colo, vão morrer de apneia do sono, ou vão desenvolver insuficiência cardíaca, enfim. São mais de cinquenta doenças associadas”.

O médico ressalta ainda que é preciso analisar a obesidade mórbida como uma doença, pois o senso comum ainda enxerga o fator como algo possível de mudança, algo exclusivamente comportamental. “O obeso mórbido não é obeso porque quer. Nós estamos falando de uma doença que é metabólica, que é genética, que é multifatorial. Hoje, a obesidade mórbida é a principal causa de mortalidade no mundo, e, no Covid grave, nós assistimos uma incidência elevadíssima de pacientes jovens morrendo de Covid-19 porque eram obesos”, lembra.

Saúde afetada

Mariana Areal, 26 anos, realizou a cirurgia há pouco mais de um ano, por perceber que o sobrepeso estava prejudicando a saúde de diversas formas. “A minha saúde já estava muito afetada, eu tinha esteatose hepática, estava pré-diabética e alguns problemas que o sobrepeso acaba acarretando. Minha vida mudou totalmente. Eu tenho motivação para fazer pequenas coisas, coisas do dia a dia, que o peso atrapalhava. Porque também é um processo psicológico”, conta.

A estudante também cita o preconceito que existe na sociedade em relação à obesidade, diferente de outras doenças comuns. “Fui muito criticada por fazer essa escolha, com a idade que eu tenho, e ainda existe uma visão de que a cirurgia bariátrica é considerada muito perigosa, muito agressiva, mas isso mudou. A falta de informação também gera um preconceito. Sempre tem alguém que vai falar que era só fazer dieta, ir para a academia, ‘trancar’ a boca. Sempre tem alguém para julgar um processo pelo qual não tem conhecimento, mas a cirurgia era meu último recurso para recuperar a saúde”, diz Mariana.

Queda na pandemia

Apesar de fundamental para reduzir chance de óbitos e agravamento de casos de infecção pelo novo coronavírus, as cirurgias bariátricas tiveram queda de 69,9% no número de procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no último ano. Foram realizados 12.568 tratamentos cirúrgicos de obesidade em 2019 e apenas 3.772 em 2020.

Em 2021, até o mês de maio, o SUS registrou somente 484 cirurgias. No documento de diretrizes da atenção especializada do Ministério da Saúde, há o destaque de que o retardo no tratamento da obesidade pode resultar no aumento da morbimortalidade, e que é preciso acelerar o processo, pois o atraso resultará em danos maiores aos pacientes, com maior custo e sobrecarga, a médio prazo, para o sistema de saúde. (Por PE Notícias)

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