Na última sexta-feira (3.jul.2026), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a prorrogação da prisão domiciliar de Jair BOLSONARO, destacando a melhora em seu quadro clínico. Desde março, o ex-presidente está em prisão domiciliar humanitária, tendo cumprido um período inicial de 90 dias, que se encerrou na quinta-feira (25.jun). A decisão de Moraes considerou a evolução da saúde de BOLSONARO e a investigação sobre uma pistola registrada em seu nome, apreendida em 15 de junho durante uma blitz no Distrito Federal.
O ministro ressaltou que, ao longo do cumprimento da prisão domiciliar, houve uma significativa melhora na saúde do custodiado Jair MESSIAS BOLSONARO, não apenas em relação à broncopneumonia aspirativa, mas também em suas comorbidades, conforme demonstram os relatórios médicos semanais. Moraes afirmou que a manutenção da prisão domiciliar é uma medida razoável e proporcional, dado que as circunstâncias que antes impediam a concessão desse benefício não estão mais presentes.
Além disso, Moraes considerou que a situação é de caráter humanitário, permitindo a permanência em prisão domiciliar mesmo para condenados em regime fechado, desde que não comprometa a execução da pena privativa. O episódio da arma apreendida não foi classificado como falta grave, mas o ministro determinou a apreensão de todas as armas registradas em nome de BOLSONARO.
Com isso, o porte de arma do ex-presidente foi revogado, assim como o Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de outras 10 armas. Todas as armas devem ser entregues em um prazo de 48 horas à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.
Moraes acatou o parecer da Procuradoria-Geral da República, que não identificou falta grave suficiente para justificar o retorno de BOLSONARO ao Complexo Penitenciário da Papuda. Na quarta-feira (1º.jul.), o procurador-geral, Paulo Gonet, já havia se manifestado contra a punição relacionada à arma Glock apreendida na blitz, que estava na posse do militar Estácio Leite da Silva Filho.