O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, declarou que os Estados Unidos cometeram uma "atrocidade no mar" ao atacar a fragata iraniana Dena em águas internacionais próximas ao Sri Lanka. O navio, que transportava cerca de 130 marinheiros, estava em atividades com a Marinha da Índia quando foi atingido. A declaração foi feita em uma publicação na rede social X.
Araghchi também ameaçou uma resposta política e militar e afirmou que os EUA "vão se arrepender amargamente do precedente que estabeleceram". O ataque ocorreu no contexto de uma escalada militar iniciada no fim de fevereiro, quando forças norte-americanas e israelenses começaram ofensivas contra alvos no Irã. Autoridades médicas relataram 87 mortes na ofensiva, com 32 pessoas resgatadas e recebendo tratamento em hospitais.
O almirante Brad Cooper, do Comando Central dos EUA, afirmou que a campanha militar já destruiu 17 embarcações e atingiu cerca de 2.000 alvos relacionados ao Irã, incluindo instalações militares e equipamentos das forças iranianas. Araghchi tem criticado frequentemente a ofensiva liderada pelos EUA, acusando o presidente Donald Trump de sabotagem nas negociações com Teerã.
O ataque dos EUA foi realizado após semanas de tensão entre os dois países. Em um discurso, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria avançar em um ataque ao Irã. Ele também mencionou que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma "vitória fácil" dos norte-americanos. Uma autoridade sênior do Irã indicou que o país estaria disposto a fazer concessões caso os EUA reconhecessem o direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.


