O ministro do STF, Dias Toffoli, foi sorteado como relator do processo que solicita a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o Banco Master. A ação foi protocolada pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e questiona um ato omissivo inconstitucional do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
O processo foi apresentado na 2ª feira, 9 de março de 2026, e o sorteio ocorreu na 4ª feira, 11 de março. A distribuição de casos no Supremo é feita de maneira aleatória por meio de um algoritmo. Apenas o presidente da Corte, Edson Fachin, foi excluído do sorteio por não relatar mandados de segurança.
Toffoli já havia sido relator de um inquérito que investiga fraudes financeiras relacionadas ao banco até 12 de fevereiro deste ano. Na ocasião, uma arguição de suspeição contra ele foi considerada inepta pelos ministros, que determinaram o arquivamento imediato do pedido.
O magistrado voltará a se manifestar no caso Master a partir de 13 de março, quando será analisada a ordem de prisão preventiva de Daniel Vorcaro pela 2ª Turma do STF. A decisão sobre a 3ª fase da operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, foi remetida para referendo do colegiado.


