Na manhã de terça-feira (7), Moradores de Rio Doce, em Olinda, voltaram a se mobilizar em protesto, bloqueando a Avenida Brasil. O objetivo da manifestação é exigir o cadastramento das famílias que foram impactadas pelas intensas chuvas ocorridas em maio, a fim de que possam receber o 'auxílio enchente'.
Assim como em junho, os manifestantes bloquearam a via nas proximidades de um atacarejo, utilizando pneus em chamas e cartazes. Eles afirmam que a liberação da avenida só ocorrerá após um diálogo com um representante da Prefeitura de Olinda.
No início do ato, o fogo que cruzava a Avenida Brasil foi apagado, mas os manifestantes permaneceram, formando uma barreira humana e exibindo cartazes com mensagens como "Queremos nossos direitos", "Cadê o suporte para quem precisa?" e "Tempo passa e o auxílio não chega". A líder comunitária Juliana Lima destacou que a via permanecerá interditada até que haja uma conversa direta com a prefeitura.
Uma das principais demandas do grupo é a finalização do cadastramento das famílias afetadas pelas chuvas, etapa que é imprescindível para que os moradores possam acessar o Auxílio Pernambuco, conhecido como 'auxílio enchente'. Este não é o primeiro protesto realizado pela população em busca do mesmo objetivo; em 12 de junho, os moradores já haviam fechado a Avenida Brasil em protesto, alegando que, mais de um mês após as chuvas, ainda não tinham sido cadastrados nem recebido qualquer assistência relacionada ao benefício.
O Auxílio Pernambuco foi criado por uma lei sancionada em 14 de maio e prevê um pagamento único de R$ 2,5 mil para famílias de baixa renda que foram afetadas pelas chuvas em municípios que enfrentam situação de emergência. A responsabilidade pela distribuição do benefício recai sobre as prefeituras, que devem identificar as famílias atingidas e emitir a documentação necessária para comprovar os danos materiais.
No dia 12 de junho, a gestão municipal havia afirmado que as famílias estavam sendo cadastradas para inclusão no Auxílio Pernambuco e que, após a validação dos dados, o pagamento seguiria o cronograma do Governo de Pernambuco. No entanto, o prazo informado não foi cumprido. Em 26 de junho, a prefeitura reiterou que o cadastramento estava em andamento e que a conclusão seria esperada até a segunda semana de julho.