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Política

Moro: Heleno, Braga Netto e Ramos viram Bolsonaro ameaçá-lo de demissão

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Os três ministros foram citados no depoimento de Moro como eventuais testemunhas da conversa entre ele e o presidente.

Ochefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, e os ministros Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) testemunharam o presidente Jair Bolsonaro ameaçar demitir o então ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) em reunião gravada no dia 22 de abril – dois dias antes de o ex-juiz anunciar sua saída do cargo.

As informações foram repassadas à Polícia Federal no longo depoimento que Moro prestou na sede da superintendência da corporação no último sábado, 2, em Curitiba. O motivo da ameaça foi a resistência doOs três ministros foram citados no depoimento de Moro como eventuais testemunhas da conversa entre ele e o presidente. ex-juiz em manter Maurício Valeixo na chefia da Polícia Federal.

A reunião do conselho de ministros foi gravada pelo Planalto.

No dia seguinte, 23 de abril, Bolsonaro informou Moro de que havia tomado a decisão de demitir Valeixo, o que motivou o ex-juiz a deixar o cargo e anunciar, no dia 24, a tentativa de ‘interferência política’ do presidente no comando da PF.

As acusações levaram à abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal que apura as acusações do ex-ministro.

Nesta segunda-feira, Bolsonaro anunciou Rolando Alexandre de Souza para a cadeira deixada por Valeixo na PF. Número dois da Abin e braço direito de Alexandre Ramagem, inicialmente indicado para o cargo, mas barrado pelo STF, Rolando assumiu a direção-geral da corporação 20 minutos depois da publicação de sua nomeação no Diário Oficial da União.

Bolsonaro também comentou o depoimento de Moro, que entregou conversas trocadas com o presidente à Polícia Federal. Uma delas é a já revelada publicamente em que o presidente encaminha um link do portal O Antagonista sobre inquérito do Supremo mirar aliados do governo com a mensagem: ‘Mais um motivo para a troca’. Segundo o presidente, as acusações de Moro se tratam de uma ‘fofoca’.

“Tem um print do Antagonista. Eu escrevi embaixo ‘Mais um motivo para troca”. Estão me acusando por causa disso que eu estou interferindo na Polícia Federal. Estou dizendo que isso é fofoca. O complemento vem depois”, disse.

Peritos da Polícia Federal extraíram do celular do ex-ministro mensagens trocadas com Bolsonaro, incluindo as que foram deletadas para aumentar o espaço de armazenamento do aparelho. Uma varredura completa foi realizada e localizou até áudios enviados por aplicativos de mensagem. Os peritos também copiaram mensagens trocadas entre Moro e a deputada Carla Zambelli.

O próximo passo é a elaboração de um laudo no Instituto Nacional de Criminalística sobre as conversas e os áudios.

Moro prestou depoimento de mais de oito horas na sede da PF no inquérito que investiga suas acusações de tentativas de interferência política de Bolsonaro na chefia da corporação. O Planalto se preocupa com o andamento de inquéritos que apuram esquemas de divulgação de ‘fake news’ e financiamento de atos antidemocráticos realizados em abril, em Brasília.

Por Estadão Conteúdo

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Política

Bolsonaro sanciona, com vetos, lei que obriga uso de máscara em espaços públicos

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O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, a lei que obriga o uso de máscara em espaços públicos e transportes públicos como táxis, carros de aplicativos, ônibus, aeronaves e embarcações fretadas. O texto foi publicado na madrugada desta 6ª feira (3.jul.2020) no Diário Oficial da União.

Aprovada no dia 9 de junho no Congresso, a lei, em síntese, obriga as pessoas a protegerem boca e nariz fora de casa em todo o Brasil. A multa por descumprimento da medida será estabelecida pelos Estados e municípios.

Bolsonaro vetou o trecho sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras no interior de órgãos e entidades públicos e, também, dentro de estabelecimentos comerciais, industriais, templos religiosos e em qualquer espaço fechado com reunião de pessoas. Para ele, esse ponto “incorre em possível violação de domicílio“.

A parte que estabelece a distribuição de máscaras também sofreu veto. Assim, estabelecimentos comerciais não precisam fornecer equipamentos de proteção contra o coronavírus aos funcionários. Além disso, o poder público não tem a obrigação de distribuir máscaras de proteção à população economicamente vulnerável.

O texto final excluiu também o agravamento de punição para infratores reincidentes ou que não estivessem de máscara em ambientes fechados.

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Política

Lava-Jato mira no senador José Serra em investigação por lavagem de dinheiro

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O senador José Serra (PSDB-SP) é alvo da operação Lava-Jato nesta sexta-feira (03). Ele foi denunciado pelo Ministério Público (MPF) por suspeita de lavagem de dinheiro transnacional. A filha do parlamentar, Verônica Allende Serra, também é investigada.

As ordens foram expedidas pela Justiça Federal que determinou ainda o bloqueio de R$ 40 milhões em uma conta na Suíça. Os mandados de busca e apreensão relacionados ao caso acontecem em São Paulo e no Rio de Janeiro.

De acordo com o MP, José Serra usou o benefício de sua influência e cargo público para receber pagamentos indevidos da Odebrecht, entre 2006 e 2007, em troca de benefícios às obras do Rodoanel Sul.

“Milhões de reais foram pagos pela empreiteira por meio de uma sofisticada rede de offshores no exterior, para que o real beneficiário dos valores não fosse detectado pelos órgãos de controle”, diz a nota do MPF.

Codinome “Vizinho”

O nome do senador apareceu nas investigações da Lava-Jato em 2017, quando o executivo Fabio Gandolfo, um dos delatores da Odebrecht, afirmou que o tucano recebeu R$ 4,67 milhões em 2004 sobre obras da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo.

O valor, repassado sob os codinomes “vizinho” e “careca”, era parte de um “compromisso” de 3% do contrato do transporte paulista. “O vizinho eu consegui detectar só R$ 4,67 milhões”, afirmou o delator. “Esse codinome vizinho, estou falando de 2004, 2006, ele ficou meio conhecido dentro da empresa nas pessoas que tinham atividade complementar, de fazer programação. O vizinho ficou meio conhecido como Serra. A gente sabia.”

À época, a assessoria de imprensa de José Serra se manifestou afirmando que o senador não cometeu irregularidades e que o inquérito aberto pelo STF seria a oportunidade do tucano demonstrar que o conteúdo das delações eram infundados.

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Política

Deputado Carlos Veras(PT) destina R$ 2.8 milhões a municípios do interior para o combate à pandemia

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Neste momento em que o novo coronavírus – Covid-19 avança sobre os municípios do interior de Pernambuco, o deputado federal Carlos Veras (PT-PE) destina R$ 2.8 milhões em emendas parlamentares a 25 cidades da Zona da Mata, Agreste e Sertão para investimentos em ações de enfrentamento à pandemia.

No início do surto, no mês de março deste ano, o parlamentar já havia enviado mais de R$ 11 milhões para 58 cidades pernambucanas, perfazendo mais R$ 13.8 milhões e 83 municípios, ou seja, mais de 45% das administrações municipais contempladas pelos repasses. Também foram beneficiados seis hospitais regionais e cinco instituições filantrópicas.

“Diante do avanço da pandemia Brasil à fora sob o descaso do governo federal, é redobrada a minha responsabilidade como parlamentar de dirigir todos os meus esforços para ajudar o povo pernambucano a superar este estado de calamidade. Não apenas com recursos financeiros, mas atuando fortemente no Congresso Nacional para aprovar leis que possam assegurar as condições de superação da crise sanitária, que já matou mais de 60 mil brasileiros e contaminou outros mais de 1.4 milhão”, afirma Carlos Veras.

Em cerca de três meses de pandemia, o parlamentar já apresentou mais de 50 proposições legislativas como autor ou coautor. As propostas estão voltadas aos grupos mais vulneráveis à pandemia, como trabalhadores rurais, pescadores, trabalhadores domésticos, trabalhadores informais e profissionais da saúde, com destaque para populações negras e mulheres; bem como para o suporte a micro e pequenos empresários. (Do Blog da Folha)

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