O Ministério Público se manifestou contra busca e apreensão em endereços ligados ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud. Apesar do parecer, a Justiça de Roraima expediu mandados, cumpridos na Operação Caixa Preta, nesta quarta-feira (30/7), na casa de Samir, em Roraima, e na sede da CBF, no Rio de Janeiro.
Na manifestação apresentada no processo que investiga suposta compra de votos nas eleições de 2024, o MP foi favorável pelo deferimento parcial dos pedidos e concessão das buscas e apreensões e deferimento da quebra de sigilo bancário e fiscal apenas com relação à deputada federal Helena da Asatur (MDB-RR), o marido dela, o empresário Renildo Evangelista Lima, bem como das empresas vinculadas diretamente a eles.
A PF investiga a compra votos nas eleições municipais de 2024, em Roraima. Renildo foi preso com R$ 500 mil pouco antes das eleições do ano passado.
A polícia também solicitou à Justiça a nomeação de administradores judiciais e a proibição de novos contratos em relação às empresas vinculadas aos investigados, além do afastamento do exercício de função pública de cinco pessoas, incluindo Samir Xaud. O MP se manifestou pelo indeferimento dos pedidos.
Em nota, a CBF confirmou a operação e disse que recebeu agentes da PF nesta quarta. A entidade também afirmou que o presidente da entidade está “à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários”.