Mulher Condenada por Escravizar Vítima por 25 Anos no Reino Unido

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Caso chocante em Tewkesbury revela décadas de abusos e cativeiro, com a vítima finalmente resgatada e a agressora aguardando sentença.

Uma mulher foi condenada no Reino Unido por escravizar uma vítima com dificuldades de aprendizagem por 25 anos, submetendo-a a abusos severos e condições desumanas.

Uma mulher foi condenada no Reino Unido por um crime hediondo: manter outra pessoa em cativeiro e condições análogas à escravidão por aproximadamente 25 anos. O caso, que chocou o país, ocorreu na cidade de Tewkesbury, no condado de Gloucestershire, Inglaterra.

A vítima, identificada apenas como K para proteger sua identidade, possuía dificuldades de aprendizagem e foi submetida a um regime de terror, marcado por agressões constantes e uma dieta baseada em restos de comida.

Segundo detalhes revelados pela BBC e apurados durante o processo judicial, a agressora, Mandy Wixon, obrigava K a realizar trabalhos domésticos exaustivos. A vítima era forçada a viver em um quarto que foi descrito pelas autoridades como uma “cela de prisão”, desprovido de condições mínimas de higiene e conforto. Ao longo de mais de duas décadas, K sofreu inúmeras agressões físicas, que incluíam espancamentos severos, e abusos psicológicos graves, que a mantinham sob total controle de Wixon.

Detalhes Chocantes dos Abusos

Os abusos sofridos por K eram de uma crueldade inimaginável. O processo detalha que Wixon chegou a esguichar detergente líquido na garganta da vítima, jogar água sanitária em seu rosto e raspar seu cabelo contra a vontade, atos que demonstram a natureza sádica e degradante do cativeiro.

K, que nasceu em um lar instável, foi entregue aos cuidados de Wixon em 1996, aos 16 anos, uma situação que lamentavelmente se estendeu por um quarto de século.

O resgate de K ocorreu em 15 de março de 2021, quando ela já tinha mais de 40 anos. A libertação só foi possível após um dos dez filhos da própria agressora procurar as autoridades, expressando profunda preocupação com o bem-estar da vítima.

As investigações policiais subsequentes revelaram o horror vivido por K: ela era espancada com frequência, inclusive com o cabo de uma vassoura, agressões que resultaram na perda de dentes. Além disso, era impedida de sair de casa e precisava tomar banho às escondidas, geralmente durante a noite, para evitar a fúria de sua algoz.

Após o resgate, a vítima expressou o trauma vivido: “Não quero estar aqui. Não me sinto segura.

Mandy bate em mim o tempo todo. Não gosto disso”, relatou às autoridades.

Atualmente, K está em um processo de recuperação e reconstrução de sua vida. Ela vive com uma família de acolhimento, frequenta a universidade e já teve a oportunidade de viajar para o exterior, marcando um novo capítulo de liberdade e esperança.

Mandy Wixon foi considerada culpada das acusações e, surpreendentemente, deixou o Tribunal da Coroa de Gloucester em liberdade provisória. A sentença final está agendada para o dia 12 de março.

Ao sair do tribunal, Wixon demonstrou uma perturbadora falta de arrependimento, declarando: “Nunca fiz isso”, apesar das evidências esmagadoras e da condenação.

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