Fernanda Cristina Policarpo, a mulher de 29 anos que havia sido declarada morta após ser atropelada na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294),em Bauru, no interior de São Paulo, ainda respira com ajuda de aparelhos e pode ter a ventilação mecânica retirada nos próximos dias, de acordo com boletim médico divulgado na noite desta terça-feira (20/1).
Após ser dada como morta, a mulher permaneceu na pista coberta por manta térmica até um segundo médico notar seus movimentos respiratórios
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Mulher é atropelada em rodovia de Bauru, no interior de SP, é considerada morta pelo Samu e reanimada logo depois
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Fernanda Cristina Policarpo, 29, a mulher que foi atropelada em rodovia de Bauru e teve o óbiro constatado por uma médica do Samu
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Ela foi internada com politrauma grave, traumatismos e múltiplos ferimentos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base de Bauru.
Segundo os médicos, a equipe iniciou a redução dos sedativos para avaliar a retirada do tubo respiratório. “A equipe de neurocirurgia iniciou a diminuição dos sedativos para o despertar gradativo sob avaliação e está realizando o desmame da ventilação mecânica para analisar a possibilidade de extubação”, explica o comunicado.
O boletim de ocorrência do caso informa que Fernanda só foi socorrida após a chegada de um segundo médico que esteve no local. Durante os procedimentos para a remoção do corpo, o profissional constatou que a vítima, apesar da gravidade dos ferimentos, ainda apresentava sinais vitais, especialmente movimentos respiratórios.
O atropelamento aconteceu no último domingo (18/1). Inicialmente, uma médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Bauru realizou a avaliação da vítima e atestou o óbito, chegando a providenciar o encaminhamento do corpo ao Instituto Médico-Legal (IML). Segundo o boletim de ocorrência, quando policiais militares chegaram ao ponto indicado na rodovia, a equipe do Samu já havia deixado o local, e a vítima permanecia no meio da pista, coberta por uma manta térmica.
A situação mudou com a chegada de um segundo médico, integrante da equipe da concessionária da rodovia, que, ao iniciar os procedimentos para a remoção do corpo, constatou que a mulher ainda apresentava movimentos respiratórios e sinais vitais, dando início imediato ao atendimento de emergência.
Médica afastada
A médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Bauru, foi afastada após declarar, por engano, a morte da mulher vítima de atropelamento na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294).
O afastamento da profissional foi comunicado pela Secretaria de Saúde de Bauru nesta segunda-feira (19/1). Segundo a pasta, uma sindicância foi aberta para apurar os fatos relacionados ao atendimento. “Como medida administrativa preventiva, a médica envolvida no atendimento foi afastada de suas atividades até a conclusão da apuração”, informou a secretaria em nota.
Relembre o atropelamento
Segundo informações da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), o acidente aconteceu por volta das 18h30. O condutor de uma SUV trafegava pela rodovia quando se deparou com uma pedestre que atravessou de forma repentina. O motorista, em depoimento à Polícia Rodoviária, afirmou que não teve tempo de frear ou desviar. Por causa disso, a rodovia chegou a ficar totalmente interditada no sentido oeste.