Suspeita utilizava bolsas com fundos falsos e papel alumínio para ocultar os dispositivos furtados na multidão
Uma mulher grávida foi detida em Copacabana com 29 celulares, uma câmera e uma carteira, ocultados em bolsas com fundos falsos, durante o Réveillon.
Uma mulher grávida foi detida na madrugada do dia 1º de janeiro de 2026, em Copacabana, Rio de Janeiro, com um total de 29 celulares, uma câmera fotográfica profissional e uma carteira. A prisão ocorreu durante as celebrações de Réveillon que atraíram milhões de pessoas à famosa praia carioca.
A suspeita foi flagrada por agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e da Guarda Municipal (GM) após movimentação intensa e gritos na multidão.
A abordagem, realizada por volta das 3h na Avenida Atlântica, próximo ao Copacabana Palace, revelou que a mulher ocultava os objetos em três bolsas com fundos falsos. Para tentar impedir a emissão de sinal dos dispositivos e dificultar seu rastreamento, os aparelhos estavam envoltos em papel alumínio. Esta técnica é comumente utilizada por criminosos para evitar a localização dos celulares furtados.
Operação de Segurança e Prisões no Réveillon
Após a detenção, a mulher foi conduzida à Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), onde foi autuada em flagrante pelo crime de furto. A Polícia Civil confirmou a prisão e o encaminhamento do caso à Justiça.
Além da suspeita, cinco supostas vítimas estrangeiras, de nacionalidades polonesa e peruana, também foram levadas à delegacia para prestar depoimento e reaver seus pertences.
O Réveillon de Copacabana reuniu cerca de 2,6 milhões de pessoas, superando as estimativas da Riotur. Para garantir a segurança do evento, a Polícia Militar do Rio de Janeiro empregou um esquema robusto com aproximadamente 3.500 policiais militares.
Pontos de bloqueio e revista foram instalados nas vias de acesso à praia, utilizando detectores de metais e câmeras com reconhecimento facial para identificar indivíduos com mandados de prisão em aberto.
Apesar do grande contingente e da tecnologia empregada, a PM confirmou outras três prisões em Copacabana, envolvendo casos de furto, violência contra mulher e agressão. A tenente-coronel Claudia Moraes, porta-voz da PM, destacou a apreensão de cerca de 200 objetos perfurocortantes, como facas e canivetes, um número inferior ao do ano anterior, indicando uma possível melhora na fiscalização preventiva.
O incidente da mulher grávida, no entanto, ressalta a persistência de crimes de furto em grandes aglomerações.