O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello afirmou que “nem na ditadura militar se via tanto abuso”, ao criticar o atual funcionamento das instituições brasileiras, especialmente o Judiciário. A declaração, que repercutiu nas redes sociais e em entrevistas recentes, reacendeu o debate sobre os limites de atuação dos poderes da República.
Marco Aurélio, que integrou o STF entre 1990 e 2021, é conhecido por posições firmes em defesa do devido processo legal e das garantias constitucionais. Segundo ele, decisões judiciais recentes e a concentração de poderes em determinados órgãos representam riscos ao Estado Democrático de Direito.
A fala gerou reações divergentes. Críticos consideram a comparação com a ditadura militar (1964–1985) inadequada, lembrando que o período foi marcado por censura, perseguições políticas, prisões arbitrárias e graves violações de direitos humanos. Já apoiadores do ex-ministro veem na declaração um alerta sobre possíveis excessos institucionais no contexto democrático atual.
O episódio evidencia a polarização em torno do papel do STF e do equilíbrio entre os poderes, tema que segue no centro do debate político e jurídico brasileiro.
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