Neoplasia cervical exige atenção médica

No início de abril, o narrador esportivo Luis Roberto foi diagnosticado com neoplasia cervical e precisou se afastar do trabalho às vésperas da Copa...

No início de abril, o narrador esportivo Luis Roberto foi diagnosticado com neoplasia cervical e precisou se afastar do trabalho às vésperas da Copa do Mundo de 2026. Embora o termo seja frequentemente associado ao câncer, neoplasia é, na verdade, o nome dado a um tumor, que pode ser benigno ou maligno, dependendo de suas características. Na região cervical, esse crescimento anormal pode comprometer tanto a parte óssea da vértebra, quanto a parte mole, a medula óssea e os nervos.

“Tumores da coluna cervical geralmente são raros e ocorrem principalmente como metástases em pessoas acima de 40 anos. Ou seja, são tumores originados de outros órgãos, como pulmão, mama e próstata, que vão causar metástase na coluna cervical”, explica o neurocirurgião do Hospital Jayme da Fonte, Cláudio Falcão.

A região cervical abrange todas as sete vértebras da coluna cervical, além de órgãos como laringe, traqueia, esôfago, tireoide, paratireoides, linfonodos e músculos. Devido a essa ampla abrangência, seus sintomas variam dependendo de sua localização. Alguns dos mais frequentes incluem dor no pescoço durante a noite, alteração na voz, dificuldade para engolir e diminuição de força ou dormência em algum membro.

O especialista também destaca a importância da estabilização da coluna antes da remoção cirúrgica do tumor, já que a localização da lesão pode provocar instabilidade na região cervical. Inclusive, se já houver destruição óssea por conta do tumor, atividades físicas de alto impacto podem agravar os danos neurológicos.

Exames como tomografia, ressonância magnética, raio-X e PET scan são fundamentais para rastrear o tumor primário responsável pelo comprometimento da coluna cervical. “Temos avançado muito nos últimos anos, principalmente nas técnicas cirúrgicas voltadas à estabilização da coluna e à retirada do tumor. Quando associamos a cirurgia à quimioterapia e à radioterapia, também conseguimos ampliar significativamente a sobrevida dos pacientes”, finaliza Falcão.

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