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Política

‘No meu entender, cometeu crime’, diz Bolsonaro sobre jornalista que divulgou mensagens atribuídas a Moro

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O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (29) que, no seu entendimento, o jornalista Glenn Greenwald “cometeu um crime” no caso da divulgação de mensagens atribuídas ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, e a procuradores que atuam na Operação Lava-Jato.

Bolsonaro comentou uma eventual punição ao jornalista, editor do site The Intercept, que tem publicado conversas feitas por meio do aplicativo Telegram. No fim de semana, o presidente já havia dito que, “talvez”, Glenn pegue uma “cana” no Brasil.

“No meu entender, ele cometeu um crime. Qualquer outro país ele estaria já em uma outra situação. Espere que a Polícia Federal chegue realmente, ligue os pontos todos”, disse Bolsonaro.

Desde junho, o site publica reportagens com trechos de diálogos atribuídos a Moro, ex-juiz federal, e a integrantes da força-tarefa da Lava Jato. O site não revelou a fonte nem como obteve os registros das conversas.

Na semana passada, a Polícia Federal prendeu quatro suspeitos dos ataques a celulares de autoridades. Um dos presos, Walter Delgatti Neto contou em depoimento como invadiu as contas do aplicativo de mensagens Telegram.

Delgatti revelou que a ex-deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) foi a intermediária entre ele e Glenn e que não recebeu dinheiro em troca dos diálogos. Também disse que se comunicou com o jornalista de maneira virtual, sem revelar a própria identidade.

Nesta segunda-feira, Bolsonaro disse acreditar que o caso envolva “transações pecuniárias” e que o objetivo foi “atingir” a Lava Jato, Moro e o próprio presidente.

“No meu entender, isso teve transações, no meu entender, transações pecuniárias e, pelo que tudo indica, a intenção é sempre atingir, no caso aí, atingir a Lava Jato, atingir o Sérgio Moro, atingir a minha pessoa, tentar desqualificar, desgastar”, acrescentou.

Para o presidente, jornalistas não pode se “escudar” no sigilo da ponte para divulgar informações de “origem criminosa”. 

“Invasão de telefone é crime e ponto final. Não tem o que discutir isso daí. Não pode se escudar, ‘sou jornalista’. Jornalista tem que fazer seu trabalho. Preservar o sigilo da fonte tudo bem, agora uma origem criminosa, o cara quer preservar um crime, invadindo a República, desgastar o nome do Brasil fora, inclusive”, declarou Bolsonaro. Por G1

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Política

Gilmar Mendes pede ‘ponderação e cuidado’

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Durante o final da manhã e início da tarde deste domingo, 31, um grupo de centenas de pessoas pediam a saída do presidente Jair Bolsonaro aos gritos de ‘democracia’

ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, pediu ‘ponderação e cuidado’ em meio a um dia de protestos pró-democracia em São Paulo e mensagens do colega de Corte, decano Celso de Mello, que comparam o Brasil à Alemanha de Hitler.

“A gente não deve acender fósforo para saber se existe gasolina no tanque”, disse Gilmar. “O momento recomenda ponderação e cuidado para todos”.

Durante o final da manhã e início da tarde deste domingo, 31, um grupo de centenas de pessoas pediam a saída do presidente Jair Bolsonaro aos gritos de ‘democracia’ na frente do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Em outro ponto, próximo à Fiesp, manifestantes a favor do governo chamavam o governador João Doria de ‘genocida’ e pediam ‘socorro’ às Forças Armadas.

Um confronto entre os dois grupos ocorreu e levou à ação da Tropa de Choque da Polícia Militar, que disparou bombas de gás lacrimogênio contra os manifestantes pró-democracia. A rede CNN Brasil exibiu imagens que mostram que a briga foi provocada por um manifestante que portava bandeira de cunho neonazista.

O conflito entre o grupo contrário ao governo e a Polícia Militar durou quase uma hora. Os manifestantes pró-Bolsonaro permaneceram na Paulista, cercados pela tropa regular da PM.

Nazismo. Mais cedo, o ministro Celso de Mello, do Supremo, comparou o Brasil à Alemanha nazista em mensagens enviadas reservadamente a interlocutores pelo WhatsApp. O decano afirmou que bolsonaristas ‘odeiam a democracia’ e pretendem instaurar uma ‘desprezível e abjeta ditadura’ no País. O gabinete do ministro não se manifestou.

“GUARDADAS as devidas proporções, O ‘OVO DA SERPENTE’, à semelhança do que ocorreu na República de Weimar (1919-1933), PARECE estar prestes a eclodir NO BRASIL!”, escreveu o decano do STF, usando letras maiúsculas e exclamações para enfatizar trechos do comentário.

“É PRECISO RESISTIR À DESTRUIÇÃO DA ORDEM DEMOCRÁTICA, PARA EVITAR O QUE OCORREU NA REPÚBLICA DE WEIMAR QUANDO HITLER, após eleito por voto popular e posteriormente nomeado pelo Presidente Paul von Hindenburg, em 30/01/1933, COMO CHANCELER (Primeiro Ministro) DA ALEMANHA (“REICHSKANZLER”), NÃO HESITOU EM ROMPER E EM NULIFICAR A PROGRESSISTA, DEMOCRÁTICA E INOVADORA CONSTITUIÇÃO DE WEIMAR, de 11/08/191, impondo ao País um sistema totalitário de poder viabilizado pela edição , em março de 1933 , da LEI (nazista) DE CONCESSÃO DE PLENOS PODERES (ou LEI HABILITANTE) que lhe permitiu legislar SEM a intervenção do Parlamento germânico!!!! “INTERVENÇÃO MILITAR”, como pretendida por bolsonaristas e outras lideranças autocráticas que desprezam a liberdade e odeiam a democracia, NADA MAIS SIGNIFICA, na NOVILÍNGUA bolsonarista, SENÃO A INSTAURAÇÃO , no Brasil, DE UMA DESPREZÍVEL E ABJETA DITADURA MILITAR!!!!”, completou Celso de Mello.

Por Estadão Conteúdo

 

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Política

A cavalo, Bolsonaro participa de ato, onde apoiadores pedem intervenção no STF

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Montado em um cavalo, o presidente Jair Bolsonaro participou na manhã deste domingo(31) de ato realizado por seus apoiadores em Brasília.

Houve protestos de seus apoiadores na Esplanada dos Ministérios, onde manifestantes voltaram a defender intervenção militar. Na manifestação, era possível ver faixas pedindo “intervenção no STF e no Congresso”, além de dizeres como “abaixo a ditadura do STF” e “intervenção militar”. O protesto ocorre após novo atrito entre governo e Supremo Tribunal Federal.

Bolsonaro acenou e cumprimentou os seus seguidores, ainda pela manhã, mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro sobrevoou  de helicóptero a Esplanada dos Ministérios, na companhia do seu ministro da defesa, Fernando Azevedo e Silva.

 

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Política

Maia diz em ‘live’ que Bolsonaro ‘desorganiza e gera insegurança’

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“O ideal é que a gente consiga ter mais harmonia e menos conflito”, disse o deputado

presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse neste sábado, 30, que o diálogo com o presidente Jair Bolsonaro, no privado é positivo, mas o mesmo não acontece no público, quando o chefe do Executivo gera “insegurança”.

“Como presidente do Brasil, cada vez que ele vai para o enfrentamento, ele desorganiza e gera insegurança. Quando se conversa pessoalmente com ele a conversa é muito boa, o diálogo é positivo, mas quando ele vai para entrevista, ele acaba gerando insegurança”, disse Maia em “live” pela internet nesta manhã, organizada pelo professor e advogado Fernando Passos.

“O ideal é que a gente consiga ter mais harmonia e menos conflito”, disse o deputado. Maia afirmou que tem assumido esse papel e que está conversando com os outros Poderes.

“O Parlamento serve para representar toda a sociedade, não apenas a parte que governa, e o Judiciário serve para garantir os limites dos outros dois Poderes. A gente não pode aplaudir uma decisão do Supremo com que concordamos e radicalizar contra uma decisão com que nós discordamos. Nós temos os instrumentos legais para recorrer”, disse.

Para Maia, Bolsonaro precisa buscar a harmonia. “Quando você é um deputado crítico, que vai para o enfrentamento, isso é uma coisa, quando você chega à Presidência da República, o seu papel é conciliar, você não é apenas o presidente dos que o elegeram, você é o presidente de todos os brasileiros”, disse.

Impeachment

Na última quinta-feira, 28, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), se reuniu com Bolsonaro para pedir a pacificação entre os Poderes. Maia decidiu não acompanhar o colega na visita.

A reunião, pedida por Alcolumbre, ocorreu horas após o Bolsonaro ameaçar descumprir decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo interlocutores, o senador foi ao Palácio no intuito de se colocar como um “emissário da paz” e defender o diálogo para que a “corda não estique mais”

Maia tem atualmente 35 pedido de impeachment contra Bolsonaro em sua mesa para analisar, mas tem sinalizado que não tocará qualquer dos processos nesse momento. Ainda na “live”, Maia voltou a cobrar do governo o envio das propostas das reformas tributária e administrativa.

Por Estadão Conteúdo

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