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Número de celulares furtados e roubados no Brasil chega a 830 mil em 2025

Dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam que o Brasil registrou 830 mil casos de furto ou roubo de celular em 2025,...

O Brasil contabilizou 830 mil ocorrências de furto ou roubo de celular em 2025, conforme informações do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, apresentado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Uma pesquisa preliminar do próprio FBSP sugere que o número real pode ser ainda maior. Aproximadamente 8,3% da população brasileira com 16 anos ou mais, o que equivale a cerca de 13,9 milhões de pessoas, relatou ter sido vítima de furto ou roubo de celular nos últimos 12 meses. Dentre esses, apenas 55% registraram um boletim de ocorrência.

O estado de São Paulo é responsável por 20% de todos os casos registrados no país, apesar de representar apenas 5,6% da população brasileira. Na lista das cidades com maior taxa de subtração de celulares por habitante, a capital paulista ocupa a terceira posição, com uma média de 1.390,5 celulares roubados para cada 100 mil moradores. As cidades de São Luís e Belém estão à frente, com 1.517 e 1.487 ocorrências, respectivamente. Juntas, as 20 cidades com maior incidência de casos concentram 40% do total nacional. Em média, 95 celulares foram subtraídos por hora no Brasil ao longo de 2025, o que equivale a um aparelho a cada 38 segundos.

Os dados mostram um aumento de 0,9% nos furtos, que passaram de 477 mil para 484 mil. O anuário indica uma mudança no padrão dos delitos: atualmente, seis em cada dez celulares subtraídos no Brasil são frutos de furto, enquanto quatro em cada dez são resultado de roubo, diferente do que se observava em anos anteriores.

Uma Pesquisa Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, estimou que os roubos e furtos de celulares causaram um prejuízo de R$ 22,7 bilhões nos doze meses anteriores ao levantamento. Esse valor é superado apenas pelos prejuízos decorrentes de fraudes com Pix ou boletos falsos. Além disso, mais da metade dos entrevistados, totalizando 53%, revelou que passou a evitar circular em determinadas áreas ou horários devido ao receio de ter o celular subtraído.

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