O pão é um dos principais alimentos fontes de carboidratos no dia a dia das pessoas. No Brasil, costuma ser a base da alimentação. Apesar disso, é necessário pensar nos níveis de açúcar no sangue ao ingerir o quitute. O Metrópoles conversou com duas nutricionistas para entender como o pão, que não é vilão, pode ser consumido sem aumentar a carga glicêmica
A nutricionista Jéssica Inácio destaca que o pão, especialmente o branco, é um carboidrato de rápida digestão, o que pode elevar a glicemia rapidamente. “Porém, o segredo para não abrir mão do pãozinho está no que chamamos de ‘redução da carga glicêmica’.”
Já a nutricionista Pâmella Cardoso reforça que o pão pode elevar a glicose no sangue, principalmente quando falamos de pães feitos com farinha branca. “Eles têm alto índice glicêmico, são digeridos rapidamente e liberam glicose de forma mais intensa na corrente sanguínea.
“Isso não significa que o pão seja ‘proibido’, mas que o tipo, a quantidade e o contexto da refeição fazem toda a diferença”, comenta. “Quando consumido com proteínas, fibras e gorduras boas, o impacto glicêmico tende a ser menor.”
A dica de outro, segundo Jéssica, é nunca comer o pão sozinho. “Ao adicionar fibras (como saladas, chia ou linhaça) uma proteína (ovo, queijo magro, frango ou carne vermelha), você ajuda o seu organismo a criar uma barreira que faz com que o açúcar seja liberado no sangue de forma lenta e constante, evitando o pico glicêmico e a fome precoce.”
“Também podemos optar pela versão integral, com mais fibras”, sugere a nutricionista.


