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Operação contra furto e adulteração de motos prende 14 pessoas

Policiais civis da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri) deflagraram nesta terça-feira (18/11) a Operação Conexão Bahia, destinada a desarticular uma organização criminosa atuante desde outubro de 2024 e especializada no furto, adulteração e transporte interestadual de motocicletas subtraídas no Distrito Federal para diversas cidades do interior da Bahia.

No total, foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 20 mandados de busca e apreensão, distribuídos no Distrito Federal (Recanto das Emas, Ceilândia, Gama, Itapoã, Taguatinga e Santa Maria), além de endereços em Goiás, São Paulo e Bahia. Diversas motocicletas adulteradas foram apreendidas, juntamente com placas falsas, documentos ilícitos, celulares, ferramentas de furto e comprovantes financeiros utilizados na movimentação dos valores criminosos.

Veja imagens: 


Entenda como a organização agia:

  • As apurações revelaram um esquema altamente estruturado, com divisão de tarefas e ramificações em diferentes unidades da federação.
  • O núcleo operacional do grupo, estabelecido no DF, atuava principalmente nas regiões do Recanto das Emas, Ceilândia, Taguatinga, Gama, Riacho Fundo, Santa Maria e SIA.
  • Os furtos de motocicletas — especialmente Honda CG 160 — eram nessas regiões, locais onde aconteciam as adulterações de placas, chassi e outros sinais identificadores.
  • A logística de apoio incluía depósitos clandestinos e pontos de ocultação distribuídos nessas regiões.

Paralelamente, as investigações identificaram núcleos especializados em falsificação documental situados em Guarulhos (SP) e Valparaíso (GO), responsáveis por fornecer CRLVs falsos, pesquisas veiculares clandestinas e documentação destinada a “regularizar” motocicletas adulteradas. Esses falsificadores compunham a engrenagem essencial para reinserção dos veículos no mercado clandestino.

Na Bahia, receptadores e financiadores localizados em Correntina, Carinhanha e Santa Maria da Vitória recebiam os veículos já adulterados, realizando pagamentos contínuos aos operadores do DF e estabelecendo uma cadeia criminosa estável, eficiente e altamente lucrativa.

Estima-se que o grupo subtraiu e adulterou cerca de 150 motocicletas ao longo de dois anos no DF, vitimando principalmente profissionais de aplicativos de entrega, abastecendo o mercado ilícito do estado da Bahia, que pode contar com mais de um terço da frota adulterada, em municípios mais afastados (estimativa informal).

As quebras de sigilo bancário e telemático revelaram movimentação superior a R$ 1,1 milhão em aproximadamente um ano e meio, com utilização de “laranjas”, pulverização de pagamentos e repasses fracionados, evidenciando a prática consistente de lavagem de dinheiro. O prejuízo total causa à coletividade e às vítimas soma centenas de milhares de reais, dadas a quantidade de veículos furtados, adulterados e revendidos.

Fonte: Metropole

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