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Operação militar dos EUA resulta na morte de líder do Tren de Aragua na Venezuela

A morte de Héctor Rusthenford GUERRERO Flores, conhecido como Niño GUERRERO, em operação do Comando Sul dos EUA, é vista como uma mensagem ao...

O Comando Sul dos Estados Unidos realizou uma operação militar na Venezuela, resultando na morte de Héctor Rusthenford GUERRERO Flores, conhecido como Niño GUERRERO. A ação ocorreu na sexta-feira, 12 de junho de 2026, em território venezuelano e foi coordenada em parceria com autoridades locais.

Patrick Weaver, funcionário do Pentágono, declarou que a morte de Niño GUERRERO "envia uma mensagem clara à América Latina" sobre o comprometimento do governo do presidente Donald Trump no combate ao narcotráfico. Em sua conta no X, Weaver mencionou que a operação é uma resposta ao que considera uma administração Biden fraca, que, segundo ele, permitiu a infiltração do terrorismo narcotraficante no território americano.

GUERRERO liderava o Tren de Aragua, uma organização criminosa da Venezuela que foi classificada como grupo terrorista pelos Estados Unidos. O anúncio da operação foi feito conjuntamente por Washington e Caracas na noite de 12 de junho. O presidente Donald Trump confirmou a ação em sua rede social, publicando um vídeo de dez segundos que mostrava imagens aéreas de um edifício durante uma explosão, e descrevendo o ataque como "rápido e letal", afirmando que GUERRERO foi abatido em um confronto com grupos armados.

O Tren de Aragua, fundado na Venezuela, expandiu suas operações para outros países da América Latina, incluindo Colômbia, Peru, Chile e Brasil. Investigações indicam que a facção está especialmente estabelecida em Roraima, estado brasileiro que faz fronteira com a Venezuela. Nos últimos meses, Trump intensificou as ações contra o Tren de Aragua, com operações que visam atacar tanto a estrutura da organização quanto seus líderes.

A trajetória de Niño GUERRERO é marcada por crimes como tráfico de drogas, homicídio e roubo. Ele foi preso em 2010, mas conseguiu escapar em 2012, tornando-se um dos criminosos mais procurados do país. Recapturado em 2013, foi novamente encarcerado e, em fevereiro de 2018, condenado a 17 anos de prisão, embora não tenha cumprido a pena integralmente. Mesmo preso, continuou a liderar o Tren de Aragua, contribuindo para a expansão da facção, que se tornou uma das maiores organizações criminosas da América Latina.

Em dezembro de 2025, o governo de Donald Trump formalizou acusações contra GUERRERO em um tribunal federal de Manhattan, incluindo crimes de conspiração para extorsão, terrorismo, importação de drogas e delitos relacionados a armas. O Departamento de Justiça dos EUA chegou a oferecer uma recompensa de até US$ 5 milhões por informações que levassem à sua captura.

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