A 98ª edição do Oscar ocorre no dia 15 de março de 2026, com dez longas concorrendo na principal categoria. O filme "F1", produzido pela Apple e dirigido por Joseph Kosinski, é o indicado com o maior orçamento, estimado em US$ 200 milhões, enquanto "O Agente Secreto", filme brasileiro, é o de menor custo, com US$ 5,4 milhões. Os valores não incluem gastos com marketing.
Nos últimos anos, o perfil dos vencedores da principal categoria do Oscar mudou, com apenas um filme premiado nos últimos 10 anos, "Oppenheimer", tendo orçamento na casa das centenas de milhões de dólares. O vencedor de 2025, "Anora", custou apenas US$ 6 milhões, considerado baixo para os padrões norte-americanos. Tais produções costumam ganhar visibilidade em festivais de cinema antes de serem indicadas ao Oscar.
Neste ano, dois dos filmes com maior orçamento, "Uma Batalha Após a Outra" e "Pecadores", estão em destaque. "Pecadores", dirigido por Ryan Coogler, é o longa mais indicado da história do Oscar, devido à nova categoria de Melhor Direção de Elenco. O filme, ambientado na década de 1930, aborda temas de memória e cultura negra em uma trama de horror.
"Uma Batalha Após a Outra" é o favorito para Melhor Filme e conta a história de um ex-revolucionário à procura da filha capturada por um inimigo do passado. Com um custo de produção de US$ 130 milhões, a obra de Paul Thomas Anderson aborda temas sensíveis como imigração e ação de forças policiais. Já "O Agente Secreto", com custo de cerca de R$ 28 milhões, foi coproduzido com França, Alemanha e Holanda e tem a Netflix como coprodutora.