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Esporte

Palmeiras atropela o Corinthians e se mantém na briga pelo título do Brasileirão

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Com 51 pontos, está a seis do São Paulo e fez um jogo a menos que o líder.

Palmeiras deu um banho de bola no Corinthians nesta segunda-feira, no clássico que disputaram no Allianz Parque, em jogo atrasado da 28.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Goleou por 4 a 0 – e poderia ter feito mais -, acabou com a invencibilidade de sete jogos do maior rival, interrompeu sua recuperação na competição e se manteve briga na briga pelo título. Com 51 pontos, está a seis do São Paulo e fez um jogo a menos que o líder.

Enquanto o Palmeiras, bem armado, jogou um futebol eficiente, objetivo e competitivo, o Corinthians lembrou aquele time do início do campeonato. Desarrumado, com falhas incríveis na defesa, meio de campo inoperante e disperso, foi facilmente engolido.

Com as equipes dispostas a procurar o jogo, o início do clássico, debaixo de um forte temporal, foi agradável. Nos primeiros dez minutos, foram criadas duas chances de cada lado. O Corinthians chegou com cabeceio de Jemerson, que Weverton desviou para escanteio, e um chute para fora de Cazares. O Palmeiras ameaçou com um arremate torto de Gabriel Menino e um chute fraco de Raphael Veiga, que Cassio defendeu com tranquilidade.

Com marcação adiantada e, em poder da bola, mais adaptado ao gramado sintético do estádio, que molhado fica ainda mais rápido, o Palmeiras passou a ter um pouco mais de volume de jogo, fazendo Cássio trabalhar bastante. O time de Abel Ferreira, mais objetivo, chegava rápido à área corintiana. E aos 16 minutos, perdeu uma grande chance, em outro chute torto de Gabriel Menino, que estava livre na área.

Ao contrário do Palmeiras, que trabalhava a bola com rapidez no meio de campo, o Corinthians apostava na ligação direta. Quando passou a tentar articular jogadas, subiu na partida. Gil quase marcou de cabeça aos 28 minutos – a bola tocou no pé da trave e saiu -, após escanteio resultante de uma boa arrancada de Gustavo Mosquito, outra boa arma corintiana. Pouco depois, Cazares bateu forte de fora da área e Weverton fez outra excelente defesa.

O jogo estava equilibrado, mas aos 33 minutos o Corinthians deu um vacilo na marcação que custou caro. Willian – o melhor do time na etapa – se livrou fácil de Gabriel, girou e encontrou Raphael Veiga penetrando livre na área: o meia dominou e bateu rasteiro no canto esquerdo de Cássio.

“Costumo brincar com o pessoal que me conhece que quero entrar na área. A primeira função do meia é dar passe, mas gosto muito de entrar na área. Pela quantidade de vezes que entro, ela sobra às vezes para eu fazer o gol”, disse o meia, que fez seu 100.º jogo pela equipe no clássico.

Luiz Adriano perdeu chance sem goleiro, na pequena área, ao ser travado por Fagner. Mas 4 minutos depois, não perdoou. Com a defesa do Corinthians marcando em linha, Willian recebeu de Zé Rafael, entrou livre e tocou para Luiz Adriano completar. Após verificação do VAR atestar que a posição de Willian era legal, o segundo gol palmeirense foi confirmado.

Uma cena de pastelão aos 20 segundos da etapa final – Cássio chutou a bola no corpo de Jemerson e ela quase entrou – mostrou que a noite não era mesmo do Corinthians. E aos 3 minutos o Palmeiras definiu de vez o clássico. Raphael Veiga chutou de fora da área, fez seu segundo no jogo e o 25.º com a camisa do alviverde. O Corinthians até tentou reagir, mas o massacre continuou. Aos 20, Gabriel falhou no recuo e Luiz Adriano levou a melhor sobre Cássio: 4 a 0.

Aos 31, Gabriel foi expulso por agredir Danilo. O Palmeiras passou a poupar jogadores. Estava satisfeito. Mas poderia até ter ampliado, tal a superioridade sobre o rival. Aliás, Breno Lopes marcou, mas estava impedido. Nada que fizesse falta.

FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 4 X 0 CORINTHIANS

PALMEIRAS – Weverton; Mayke, Luan (Emerson Santos), Kuscevic e Viña (Gustavo Scarpa); Danilo, Zé Rafael, Gabriel Menino e Raphael Veiga (Pedro Acácio); Luiz Adriano (Rony) e Willian (Breno Lopes). Técnico: Abel Ferreira.

CORINTHIANS – Cássio; Fagner, Jemerson, Gil e Fábio Santos; Gabriel, Cantillo (Ramiro), Mateus Vital (Léo Natel), Cazares (Everaldo) e Gustavo Silva (Xavier); Jô. Técnico: Vagner Mancini.

GOLS – Raphael Veiga, aos 33, Luiz Adriano, aos 44 minutos do 1º tempo; Raphael Veiga, aos 2, Luiz Adriano, aos 20 minutos do 2º tempo.

ÁRBITRO – Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)

CARTÕES AMARELOS – Viña, Danilo, Gustavo Silva, Xavier, Gil.

CARTÃO VERMELHO – Gabriel.

LOCAL – Allianz Parque, em São Paulo.

Por Estadão Conteúdo

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Milan busca empate em clássico, segue invicto e mantém jejum da Juventus

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A igualdade ficou de bom tamanho para o Milan, que segue invicto, agora com três vitórias e um empate, na segunda colocação, com os mesmos dez pontos da Inter de Milão

AJuventus poderia ter encerrado o jejum no Campeonato Italiano da melhor maneira possível, vencendo o clássico deste domingo contra o Milan, em Turim, mas o rival de Milão não deixou isso acontecer. Com um gol marcado por Morata, a equipe comandada por Massimiliano Allegri ficou em vantagem no placar dos três minutos do primeiro tempo aos 30 da etapa final, quando o empate por 1 a 1 foi alcançado graças a Rebic, que marcou de cabeça.

A igualdade ficou de bom tamanho para o Milan, que segue invicto, agora com três vitórias e um empate, na segunda colocação, com os mesmos dez pontos da Inter de Milão, na frente por vantagem no saldo de gols. O Napoli, que joga amanhã contra a Udinese, pode ultrapassar os dois times milaneses e assumir a ponta. Já a Juve segue sem nenhuma vitória na disputa da liga nacional, com apenas dois pontos somados em quatro jogos, ainda tentando se reencontrar após a saída de Cristiano Ronaldo.

Em um ato que alimentou a esperança dos torcedores, a Juventus tirou o zero do placar logo no início da disputa. Com apenas três minutos de jogo, Alex Sandro roubou a bola no campo de defesa, durante investida do Milan, e tocou para Dybala, que foi rápido ao armar o contra-ataque com um toque de primeira. Morata recebeu a bola com o caminho livre pela frente, avançou em velocidade até entrar na área e tocou na saída do goleiro Maignan para fazer o gol.

Sem Ibrahimovic e Giroud, lesionados, o Milan teve dificuldades ao tentar se aventurar no campo de ataque e esbarrou em uma defesa muito organizada, eficiente na hora de interceptar a conclusão das jogadas milanistas. O setor ofensivo da Juve funcionou melhor, tanto que Maignan teve que trabalhar duas vezes, após finalizações de Morata e Dybala, para evitar que a diferença no placar fosse ampliada.

O segundo tempo começou com o Milan mostrando as mesmas limitações da etapa inicial, mas houve uma evolução conforme o tempo foi passando. Com mais posse de bola e buscando o ataque, o time visitante conseguiu empatar aos 30 minutos, quando Rebic aproveitou boa cobrança de escanteio de Tonali e desviou de cabeça para o canto do gol, sem chance para Szcesny fazer defesa.

Após o empate, os milanistas mantiveram a postura ofensiva e deram trabalho para a defesa da Juventus. Rebic e Kalulu deixaram a equipe perto de conseguir a virada, com boas finalizações que levaram perigo ao gol adversário, que chegou menos, mas teve uma boa oportunidade desperdiçada por Kean nos minutos finais.

OUTROS JOGOS – Além do Milan, outro time que perdeu a invencibilidade foi a Roma, que perdeu por 3 a 2 para o Hellas Verona, no Marcantonio Bentegodi. O time comandado por José Mourinho terminou o primeiro tempo vencendo por 1 a 0, com um gol de Pellegrini, mas sofreu a virada após Barák e Caprari marcarem para o Verona, já no segundo tempo. Um gol contra de Illic chegou a reacender a esperança romanista, que durou até os 18 minutos, quando Faraoni decretou a vitória dos donos da casa.

A derrota foi a primeira da Roma após três vitórias seguidas no Campeonato Italiano. Apesar disso, a equipe se mantém provisoriamente em terceiro lugar, com nove pontos, mas, assim como o Milan, pode perder a posição para o Napoli. Já o Verona celebrou a conquista dos primeiros três pontos, depois de três derrotas.

Grande rival da Roma, a Lazio também foi a campo neste domingo, no Olímpico, onde empatou por 2 a 2 com o Cagliari, resultado que a deixa em sexto lugar, com sete pontos. Em outros dois jogos do dia, o Atalanta venceu o Salernitana por 1 a 0 e o Spezia fez 2 a 1 para bater o Venezia.

Por Estadão Conteúdo

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Atlético-MG x Sport opõe melhor defesa ao pior ataque do Brasileiro

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Líder isolado, com 42 pontos, o Atlético-MG é ainda o time menos vazado do Brasileiro, com apenas 13 gols sofridos em 19 jogos. Já testada por atacantes badalados, a defesa alvinegra se opõe às 19h deste sábado (18) ao pior ataque da competição, do Sport.

Além de figurar na vice-lanterna do campeonato, com apenas 17 pontos conquistados, o desesperado time pernambucano marcou somente oito gols -a título de comparação, o segundo pior ataque é o do Grêmio, também na zona de rebaixamento, mas com 14 tentos e dois jogos a menos em relação ao Sport.

O Atlético chega ao Mineirão também com outros números favoráveis. Tendo a terceira melhor campanha como mandante do Brasileiro, ficando atrás de Fortaleza e Palmeiras, que têm mais jogos em casa, o Atlético tem 19 pontos conquistados em 24 possíveis -foram seis vitórias, um empate e apenas uma derrota.

O Sport, por sua vez, é apenas o 12º melhor visitante da Série A. Em 30 pontos disputados fora de seus domínios, os pernambucanos conquistaram 10 -foram duas vitórias, quatro empates e outras quatro derrotas. Agora precisará bater um time que não perde há 12 jogos, entre diversas competições.

Quando se enfrentaram no primeiro turno do Brasileiro, no duelo válido pela segunda rodada, o Atlético levou a melhor na Ilha do Retiro ao vencer por 1 a 0, com gol do atacante Hulk. O paraíbano de 35 anos, inclusive, é o goleador atleticano na competição mais importante do país, com sete tentos anotados até o momento.

Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)

Horário: 19h (de Brasília) deste sábado (18)

Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo (SP)

VAR: Pericles Bassols Pegado Cortez (SP)

Transmissão: Premiere

(Fonte Esporte ao Minuto)

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Eric Granado corre para ser primeiro campeão mundial do país na moto

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O fim de semana pode ser histórico para o esporte a motor brasileiro. No sábado (18) e no domingo (19), Eric Granado disputa as duas últimas etapas da temporada 2021 da MotoE, categoria das motos elétricas, com a possibilidade de ser o primeiro piloto do país a ser campeão mundial na motovelocidade.

O paulista de 25 anos ocupa o segundo lugar na classificação, com 73 pontos, a sete do italiano Alessandro Zaccone, que lidera o campeonato, e um ponto a frente do espanhol Jordi Torres, atual campeão, que aparece em terceiro. O suíço Dominique Aegerter é o quarto, com 69 pontos. Os 15 primeiros colocados da prova somam pontos, sendo que o vencedor leva 25 pontos. O pole position (piloto que larga na primeira posição) e o responsável pela melhor volta da corrida recebem pontos de bonificação.

“A expectativa está muito boa. Fizemos uma ótima temporada, fui rápido em todos os circuitos e estou muito confiante. Feliz de chegar com ótimas possibilidades de brigar pelo título. É a primeira vez que consigo”, celebrou Granado à Agência Brasil.

As duas provas valem pelo Grande Prêmio de San Marino e Riviera e de Rimini, no circuito de Misano (Itália). Neste sábado, a corrida inicia às 11h20 (horário de Brasília). No domingo, a largada será às 10h30.

“Em relação à estratégia, temos de ir por partes. A primeira prova será muito importante para sabermos as possibilidades reais de domingo e pensarmos em uma estratégia diferente, começarmos a usar a calculadora. Tudo pode acontecer. O mundo ideal é terminar [sábado] na frente deles [Zaccone, Torres e Aegerter]. O objetivo é manter a mesma linha de trabalho e pontuar. Serão dois dias bem diferentes. Corridas curtas, alto nível, outros pilotos brigando no bolo da frente. Serão dois dias muito intensos”, projetou o brasileiro.

Apesar da vice-liderança, Granado tem motivos para acreditar na virada. Após cinco provas, o paulista é o piloto com mais vitórias (duas), poles (quatro) e voltas mais rápidas (quatro) na temporada. O brasileiro esteve no pódio nas últimas duas etapas, ao vencer o Grande Prêmio da Holanda, em Assen, e chegar em segundo no da Áustria, em Spielberg, reduzindo de 28 para sete pontos a diferença para o líder Zaccone. Ele só não pontuou no Grande Prêmio da Catalunha, em Barcelona (Espanha), terceira corrida da competição, devido a um problema elétrico na largada.

“Foi a corrida que mais me doeu. O problema técnico não depende de ninguém, a máquina é que falha. Foi a que mais prejudicou. Mas as estatísticas são boas, favoráveis. Levo como motivação, de saber que posso ser o mais rápido e que, neste fim de semana, vou continuar na mesma linha para somar o máximo de pontos possíveis”, comentou o piloto.

Se levar o título no fim de semana, Granado entra em um seleto grupo de brasileiros campeões mundiais nos esportes a motor, atualmente composto por pilotos do automobilismo, como Ayrton Senna, Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi, todos da Fórmula 1. O último a ingressar na lista foi Lucas di Grassi com o título da Fórmula E (categoria de carros elétricos) em 2017.

Na motovelocidade, Alex Barros foi o brasileiro que chegou mais perto de conquistar o mundo. Entre 2000 e 2002, e em 2004, o paulista terminou a categoria hoje conhecida como MotoGP, a mais importante do Mundial da modalidade, na quarta posição.

“Sei que [o título da MotoE] é algo importante para nosso esporte no Brasil. Isso dá uma motivação extra, saber que há muita gente torcendo e apoiando. Na real, não penso muito nisso [tamanho do possível feito]. Quero pensar mais no meu trabalho. Se voltar para casa no domingo com a certeza de que fiz o melhor e que ele foi suficiente para vencer, a missão estará concluída”, disse Granado.

“A única certeza é que estarei com a bandeira do Brasil [na moto]. Sempre sonhei poder comemorar um título com a bandeira, como vi várias vezes, em documentários, o Senna e outros pilotos que representam o país fazerem. O que mais penso é em como ser competitivo neste fim de semana e levar o resultado para casa”, concluiu o brasileiro.

Por:Agência Brasil

 

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