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Mundo

Para ONU e OEA, projeto de fake news contraria acordos

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Duas correspondências oficiais com esse aviso foram enviadas ao governo brasileiro desde a aprovação do projeto pelos senadores

chamado projeto de lei das fake news, aprovado pelo Senado e em tramitação na Câmara dos Deputados, tem dispositivos que contrariam acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário, segundo alertam autoridades da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Duas correspondências oficiais com esse aviso foram enviadas ao governo brasileiro desde a aprovação do projeto pelos senadores. A mais recente, de 7 de julho, é assinada por Joseph Cannataci, relator especial da ONU sobre o direito à privacidade. Dias antes, também haviam se manifestado pelos canais diplomáticos oficiais o relator da ONU para a Liberdade de Expressão, David Kaye, e Edison Lanza, que exerce a mesma função na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, um dos braços da OEA.

Nas duas cartas, os autores argumentam que, se o projeto for aprovado como está, poderá violar compromissos que o Brasil assumiu com a comunidade internacional. “Embora reconheça as questões desafiadoras que o projeto procura abordar, estou seriamente preocupado com a possibilidade de que possa conter disposições contrárias à natureza dos direitos humanos e ao artigo 12 do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos e ao artigo 11 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos”, escreveu Joseph Cannataci. O relator se referiu a dispositivos dos dois acordos que asseguram aos cidadãos proteção legal ao direito à privacidade

Especialistas brasileiros contrários ao projeto consideram que as maiores ameaças ao direito à privacidade são a previsão de rastreabilidade de comunicações pessoais e as restrições ao anonimato nas redes sociais.

O projeto determina que os provedores de aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, devem guardar por três meses os dados sobre os conteúdos compartilhados acima de um determinado número de vezes. A obrigatoriedade de armazenamento não se refere aos conteúdos em si, mas aos chamados metadados, que indicam quem recebeu e quem compartilhou as mensagens. Esse mapeamento, segundo o projeto, poderia ser requisitado por autoridades judiciais.

Em debate sobre segurança de jornalistas brasileiros, transmitido pela internet na semana passada, Edison Lanza afirmou que a chamada rastreabilidade traz riscos para a sociedade. “Ao propor que as plataformas armazenem as mensagens dos usuários por três meses, o projeto enfraquece a criptografia”, afirmou. Ele se referiu ao processo de “embaralhamento” de dados utilizado por aplicativos para evitar que mensagens possam ser lidas durante o tráfego entre o emissor e o receptor. O conteúdo criptografado só é decifrado quando chega em seu destino.

Essa garantia de privacidade se enfraquece com a rastreabilidade porque, se algum receptor revelar algum conteúdo sigiloso, autoridades judiciais poderão exigir que o provedor forneça o mapa de seu compartilhamento. Para Lanza, essa brecha pode até ser usada para espionar as comunicações de jornalistas, por exemplo.

Debate

Nesta segunda-feira, a Câmara vai fazer a primeira discussão pública sobre o projeto aprovado no Senado. O evento será transmitido pela internet, e deve ter a participação do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Um dos participantes será o pesquisador Caio Machado, que tem feito críticas públicas à versão aprovada pelo Senado. “O projeto é muito rígido em relação a plataformas específicas, não contempla o fato de que existe um ecossistema na internet e que os conteúdos passam de uma plataforma para outra”, disse ele ao Estadão. “Ele parte da premissa de que o WhatsApp é mau, porque deveria ser um ambiente privado e não é”, afirmou.

Por Estadão Conteúdo

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Mundo

Covid-19 matou mais de 700 mil pessoas e infectou mais de 18,5 milhões

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Os Estados Unidos são o país mais afetado tanto em termos de vítimas mortais como de infecções.

pandemia de covid-19 já matou pelo menos 701.112 pessoas em todo o mundo desde que o vírus foi detectado na China, em dezembro, refere o último balanço feito pela Agência France-Presse (AFP) com base em dados oficiais. Ao todo, 18.572.720 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios, dos quais pelo menos 10.917.200 já foram considerados curados.

O número de casos diagnosticados só reflete, no entanto, uma fração do número real de infecções, já que alguns países testam apenas casos graves, outros fazem os testes para rastreio e muitos países mais pobres têm uma capacidade limitada de fazer testes.

Na terça-feira foram registradas 6.784 mortes e 252.972 novos casos da doença em todo o mundo, sendo que os países que mais vítimas mortais contabilizaram nos seus últimos relatórios foram os Estados Unidos, com 1.302 novos casos, o Brasil (1.154) e o México (857).

Os Estados Unidos são o país mais afetado tanto em termos de vítimas mortais como de infecções, com 156.830 mortes e 4.771.846 casos, segundo a Universidade Johns Hopkins. Pelo menos 1.528.979 pessoas foram declaradas curadas no país.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 95.819 mortos e 2.801.921 casos, o México, com 48.869 mortos e 449.961 casos de infecção, o Reino Unido, com 46.299 mortos e 306.293 casos, e a Índia, com 39.795 óbitos e 1.908.254 casos de infecção.

Entre os países mais atingidos, a Bélgica é a que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 85 mortes por cada 100.000 habitantes, seguida do Reino Unido (68), de Espanha (61), do Peru (61) e da Itália (58).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabiliza oficialmente um total de 84.491 casos (27 novos nas últimas 24 horas), incluindo 4.634 mortes e 79.047 recuperados.

A Europa totalizava hoje, 211.603 mortes e 3.256.677 casos, enquanto a América Latina e Caribe registravam 206.713 óbitos (5.120.531 casos).

Os Estados Unidos e o Canadá contabilizavam 165.818 mortes (4.889.179 casos) e na Ásia somavam-se 66.979 óbitos (3.113.070 casos).

O  Oriente Médio contabilizava 28.637 mortes (1.192.975 casos), a África 21.083 óbitos (979.057 casos) e Oceânia 279 mortes (21.239 casos).

Esta avaliação foi realizada usando dados recolhidos pela AFP junto das autoridades nacionais de saúde e com informações da Organização Mundial da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Por Notícias ao Minuto

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Mundo

Virologista chinesa diz que Covid-19 foi criada em laboratório militar

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Uma virologista chinesa garante que a Covid-19 foi produzida num laboratório militar chinês. Yan Li-Meng fugiu para os EUA por “temer que a matassem ou a fizessem desaparecer” após as várias ameaças de que foi alvo por ter, segundo a própria, informações sobre a investigação do novo coronavírus.

A especialista da Universidade de Saúde Pública de Hong Kong afirma que “avaliou claramente” que a Covid-19 surgiu num laboratório vinculado ao Exército Popular de Libertação, pertencente ao Partido Comunista Chinês.

A descoberta foi feita numa análise à transmissão deste patógeno de humano para humano, segundo explicou em entrevista à Lude Press. A virologista não explica, contudo, como é que o vírus escapou do laboratório.

A virologista alega que o “mercado de Wuhan foi usado apenas como um engodo” e que o Governo chinês sabia da existência e do perigo do novo coronavírus muito antes de anunciar oficalmente o surto em Wuhan. Além disso, relata também que os seus superiores ficaram em silêncio e ocultaram a sua investigação à covid-19, cujas descobertas poderiam ter ajudado a salvar muitas vidas.

Li-Meng Yan é especialista em virologia e imunologia. Era uma das virologistas encarregadas de estudar o coronavírus, até que as suas descobertas a levaram a fugir da China para os Estados Unidos.

Após as suas denúncias, a Universidade de Hong Kong negou que a profissional tenha realizado uma investigação sobre a transmissão da doença de humano para humano, afirmando que as suas afirmações não estão “de acordo com os fatos-chave”.

Por Notícias ao Minuto

 

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Miss Mundo é cancelado pela primeira vez, desde sua primeira edição em 1951

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O tradicional concurso Miss Mundo (Miss World) não acontecerá em 2020. Pela primeira vez na história, o evento será cancelado e só voltará a ocorrer, provavelmente, em 2021.

Criado em 1951, o concurso de beleza vai para a sua 70ª edição. O motivo do adiamento, como era de se esperar, é a pandemia causada pelo novo coronavírus. Devido à doença, que ainda não possui vacina ou medicamento comprovadamente eficaz, diversos eventos ao redor do mundo estão sendo cancelados.

A decisão pelo adiamento do Miss Mundo, aliás, foi divulgada pela Miss World Organisation, segundo informações do WikiNews. A nova edição deve acontecer na Tailândia, país que sediaria o concurso este ano. Ao todo, 120 candidatas, de todos os continentes do planeta, devem participar da competição.

Atualmente, a jamaicana Toni Ann-Ann Singh é atual detentora do título. Ela foi coroada no fim do ano passado após vencer 111 concorrentes. No top 5, aliás, também ficou a brasileira Elis Miele, que conquistou o título das Américas.

O Miss Mundo, aliás, tem por mote a ação “Beleza com propósito“, que incentiva as candidatas a apresentarem um projeto social dos quais participaram ou criaram em seus próprios países. O trabalho indicado pelas postulantes, dessa forma, recebe uma nota preliminar classificatória, que se soma ao resultados das outras etapas da competição.

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