Na última terça-feira (4), Os Estados Unidos e o Paraguai firmaram um Memorando de Entendimento em Washington, estabelecendo uma nova era de cooperação em Energia Nuclear Civil. O documento, conhecido como "Acordo 123", é uma referência à seção da Lei de Energia Atômica dos EUA de 1954 e foi assinado pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, e pelo ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez, que contou com a presença do vice-presidente paraguaio, Pedro Alliana.
Este acordo permite que Os Estados Unidos forneçam tecnologia nuclear civil ao Paraguai, com a condição de que o país atenda aos padrões definidos pela Agência Internacional de Energia Atômica. Além disso, os EUA reservam o direito de monitorar o uso do material fornecido para garantir que não seja desviado para fins militares. Desde 1954, Washington já estabeleceu acordos semelhantes com mais de 25 nações.
Conforme informações do Departamento de Estado americano, o memorando estabelece uma estrutura de cooperação que abrange intercâmbio técnico, capacitação de profissionais e fortalecimento da regulação do setor nuclear paraguaio. Também estão previstos estudos sobre as aplicações da energia nuclear em áreas como medicina, agricultura, indústria e geração de eletricidade. Embora o Paraguai não tenha usinas nucleares, o país busca aumentar sua capacidade tecnológica e diversificar suas fontes de energia no longo prazo.
Durante a cerimônia de assinatura, Marco Rubio destacou a importância histórica da cooperação entre os dois países, ressaltando que os laços se tornaram ainda mais robustos nos últimos meses. "Os Estados Unidos e o Paraguai sempre tiveram laços fortes, e agora esses laços estão ainda mais fortes", afirmou o secretário de Estado.
O Ministério das Relações Exteriores do Paraguai, em nota, enfatizou que o acordo visa fortalecer as capacidades do país na área de energia nuclear, contando com o apoio dos Estados Unidos. Essa parceria representa um avanço significativo para o Paraguai em busca de modernização e inovação no setor energético.