A parceria entre a Seleção Brasileira e a Jordan Brand volta a agitar as redes sociais. Um portal especializado divulgou imagens da possível coleção, que incluem peças na cor vermelha, e a reação do público foi imediata. Entre elogios ao design e críticas carregadas de viés político, o debate ganhou força e reacendeu uma discussão que parecia superada.
A polêmica das cores
A polêmica não é nova. Em abril de 2025, surgiram os primeiros rumores sobre a colaboração entre CBF e a marca da Nike focada em basquete e lifestyle. Meses depois, em agosto, o presidente da CBF, Samir Xaud, revelou que se reuniu de forma emergencial com a fabricante de material esportivo para vetar a produção de camisas vermelhas para a Seleção. Na ocasião, Xaud negou qualquer relação do veto com questões políticas e defendeu que as cores da bandeira brasileira devem ser mantidas nos uniformes da Seleção.
Apesar da restrição, a Jordan já havia produzido diversas peças que devem ser lançadas, ao menos fora do Brasil. Imagens oficiais vazaram e bastou isso para reacender o debate.
Nas redes sociais, a reação foi polarizada. “Ficou incrível”, elogiou um internauta entusiasmado com o visual proposto pela marca americana. Do outro lado, críticas inflamadas: “Tinha que ser vermelho nas cores do partido da esquerda? Aí não”, disparou outro usuário.
Preto, vermelho e o DNA da Jordan
As imagens vazadas revelam uma coleção predominantemente preta com detalhes em vermelho, seguindo a cartela de cores clássica da Jordan Brand. Entre as peças mais chamativas está uma jaqueta com recortes vermelhos nas laterais, trazendo a escrita Brasil nas costas em letras brancas acompanhadas do clássico Jumpman vermelho.
A coleção inclui ainda camisas de manga longa em tecido acetinado preto com o número 23 bordado nas costas, uma clara homenagem a Michael Jordan, além de camisetas oversized, shorts, moletons com capuz e calças de moletom amplas. Todas as peças mantêm o mesmo conceito visual.
O que deveria ser uma discussão sobre design e inovação no vestuário esportivo se transformou em mais um capítulo da politização do futebol brasileiro. Resta saber se a CBF manterá o veto ou se a pressão popular, favorável ou contrária, influenciará os rumos dessa colaboração milionária com a Jordan Brand.


