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Saúde

Pesquisadora diz que cães podem ‘farejar’ câncer em amostras de sangue e saliva com 95% de precisão

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Saúde

Neurônios cansados podem provocar distorção na percepção do tempo

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Para investigar a relação entre esses neurônios e a percepção do tempo, os cientistas mostraram a 20 pessoas, com idade média de 21 anos, uma mesma imagem (um círculo cinza) por períodos muito curtos de tempo, menores do que um segundo, 30 vezes seguidas

 Quando recebemos um estímulo visual ou sonoro com a mesma duração seguidas vezes, neurônios de uma determinada parte do nosso cérebro começam a ficar exaustos, diminuem a atividade, e podemos perceber o tempo passar de maneira levemente distorcida -para mais ou para menos.

Um estudo publicado no último dia 14 mostrou que o cansaço de um grupo de neurônios especialmente sensíveis à noção de tempo, que ficam no giro supramarginal -parte do cérebro responsável por processamentos sensoriais- pode ser a causa de percerbermos o tempo passar de maneira diferente quando ouvimos a mesma música ou vemos um mesmo filme várias vezes.Os resultados foram divulgados na revista científica Journal of Neuroscience.

Para investigar a relação entre esses neurônios e a percepção do tempo, os cientistas mostraram a 20 pessoas, com idade média de 21 anos, uma mesma imagem (um círculo cinza) por períodos muito curtos de tempo, menores do que um segundo, 30 vezes seguidas.

Uma parte do grupo recebeu a versão curta do estímulo, de 0,25 segundos, e outra parte a versão longa, de 0,75 segundos.Após as repetições, os cientistas iniciaram os testes para avaliar se a percepção do tempo dessas pessoas havia se alterado.

Os pesquisadores mostraram aos participantes o mesmo círculo por durações de tempo um pouco maiores: de 0,35; 0,45; 0,55 e 0,65 segundos cada uma. Ao mesmo tempo, um toque sonoro com duração de 0,50 segundos era executado.Foi solicitado aos participantes que indicassem se o barulho tinha durado mais ou menos do que a exibição das imagens.

Para os que receberam as repetições curtas na primeira fase do estudo, o ruído que durava 0,5 segundos pareceu ser mais rápido do que a exibição da imagem na tela que durou 0,35 segundos.Para as pessoas que receberam a repetição mais longa, de 0,75 segundos, o efeito foi o contrário, de que o ruído era mais demorado do que as imagens que ficavam mais tempo na tela, como a de 0,65 segundos.

“É melhor não confiar na sua percepção de tempo após ter sido exposto a repetidos flashes de imagens ou barulhos”, afirma um dos autores do artigo, Masamichi Hayashi, neurocientista na Universidade de Osaka e no Centro Nacional de Tecnologia da Informação e das Comunicações do Japão, e também na Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos.

Durante os testes, os participantes tiveram os cérebros escaneados por um aparelho de ressonância magnética funcional, capaz de detectar a atividade no órgão. Os cientistas perceberam que, nessa fase, os neurônios sensíveis ao tempo tinham uma atividade menor, como se estivessem cansados após as repetições sensoriais às quais foram submetidos.

Para os autores do estudo, a redução de atividade nesses neurônios, devida à exaustão pela repetição de um estímulo, poderia explicar por que, em algumas ocasiões, uma pessoa sente o tempo passar de um jeito um pouco diferente do tempo chamado físico, objetivo ou real.

Embora os resultados possam jogar luz sobre aspectos ainda misteriosos da relação entre os seres humanos e o tempo, Hayashi lembra que a pesquisa que conduziu tem a limitação de ter investigado essas alterações na percepção para períodos de tempo muito curtos.”

Pesquisas futuras terão de estudar se nossos resultados podem ser aplicados à percepção de intervalos de tempo mais longos”, conclui o cientista.

Por Folhapress

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Saúde

Pernambuco ultrapassa 140 mil casos da Covid-19 e chega a 7.971 mortes

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Foram confirmados, nesta sexta-feira (18), 910 casos da Covid-19 e 17 óbitos de pessoas com o novo coronavírus em Pernambuco (veja vídeo acima). Com isso, o estado chegou a 140.235 infectados e 7.971 mortes pela doença, números contabilizados desde o início da pandemia, em março.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), 26 dos 910 casos registrados nesta sexta-feira (18) são de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). Já outros 884 são leves, ou seja, não foi preciso internamento hospitalar. Do total de 40.235 casos da Covid-19 em Pernambuco, 25.990 são graves e 114.245 são leves.

Das 17 mortes confirmadas pela SES nesta sexta-feira (18), sete ocorreram nos últimos três dias, sendo duas na quinta-feira (17), três na quarta-feira (16) e duas na terça-feira (15). Outros 10 óbitos aconteceram entre os dias 9 de maio e 13 de setembro.

Além disso, o boletim desta sexta registrou de 121.708 pacientes recuperados da doença. Destes, 15.883 eram pacientes graves, que necessitaram de internamento hospitalar, e 105.825 eram casos leves. Fonte: G1PE

 

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Saúde

Usar óculos reduz risco de infeção por coronavírus, afirma estudo

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Especialistas na China sugerem que o acessório pode funcionar como uma barreira protetora contra o novo coronavírus SARS-CoV-2, causador da doença da Covid-19

Cientistas do hospital da Universidade de Nanchang apontam que os olhos constituem uma das principais formas do vírus entrar no corpo humano. 

Os investigadores argumentam que os óculos podem assim agir como uma barreira, impedindo que a Covid-19 se associe aos receptores ACE-2 – as proteínas que servem de ‘porta de entrada’ para o novo coronavírus.

O novo estudo, publicado no JAMA Ophthalmology, analisou 276 pacientes admitidos naquela unidade hospitalar doentes com Covid-19 entre 27 de janeiro e 13 de março. 

No decorrer da análise, os especialistas apuraram que 30 indivíduos (10.9%) usavam óculos, incluindo 16 casos de pessoas que viam mal de perto e 14 que observavam mal à distância. 

Desses pacientes, 16 (5.8%) afirmaram usar os óculos por períodos de tempo prolongado – o que foi definido como utilizar o acessório durante mais de oito horas por dia. 

Os cientistas compararam estes valores com um estudo de há 35 anos, com estudantes entre os sete e os 22 anos na provínicia de Hubei, que determinou que 31.5% das pessoas que viam mal de perto usavam óculos. 

Ou seja, esses participantes teriam atualmente entre 42 e 57 anos – valores próximos à idade mediana de 31 para os doentes com Covid-19. 

O que por sua vez, sugere que a maioria da população está 5.4 vezes mais predisposta a usar óculos diariamente, comparativamente aos que foram diagnosticados com o novo coronavírus. 

Os autores, liderados pelo investigador Weibiao Zeng, escreveram: “o nosso principal achado indica que não existem muitos pacientes com Covid-19 que utilizem óculos por um período extenso todos os dias, o que pode levar a evidências preliminares que quem utiliza óculos diariamente está menos suscetível à Covid-19”. 

Tendo como base os dados apurados, os investigadores sugerem que os óculos podem “prevenir ou desencorajar os indivíduos de tocar nos olhos, daí evitando que ocorra a transferência do vírus das mãos para a vista, fazendo com que quem use óculos frequentemente raramente fique infetado com o SARS-CoV-2”. 

Por Notícias ao MInuto

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