A influenciadora Deolane Bezerra e o líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, foram indiciados pela Polícia Civil de São Paulo pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Vérnix.
A investigação, deflagrada na última quinta-feira, 21, e que levou à prisão da empresária, apura a atuação de uma transportadora de valores em Presidente Venceslau no interior paulista, próxima à penitenciária federal da cidade que teria movimentado R$ 327 milhões ligados à facção.
Além de Deolane e Marcola, a Polícia Civil indiciou outras cinco pessoas apontadas como integrantes do esquema: Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, irmão do chefe da facção; os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho; o empresário Everton de Souza, citado pelos investigadores como parceiro de Deolane; e o contador Eduardo Affonso Rodrigues, apontado como responsável pela estrutura fina financeira do grupo.
Deolane nega enfaticamente qualquer relação com o PCC e afirma que “não é bandida”. Após a operação, Marcola declarou que não conhece a influenciadora e disse estar indignado com as alegações da Polícia Civil.
Segundo a investigação, o conjunto de imagens e informações lançados nas redes da influenciadora que tem 20 milhões de seguidores “revela um padrão reiterado de ostentação de bens de alto valor econômico, incompatível, em tese, com a capacidade financeira formalmente declarada, o que se mostra relevante sob a ótica da persecução penal voltada aos crimes de lavagem de capitais e ocultação de patrimônio”.
A Operação Vérnix foi deflagrada por uma força-tarefa da Delegacia-Geral de Polícia e da Procuradoria-Geral de Justiça. A investigação revela laços estreitos da influenciadora com a cúpula do PCC.
Além dos sete indiciamentos, a Polícia Civil pediu novas medidas à Justiça. Entre elas estão a ampliação do bloqueio de bens dos investigados e o compartilhamento das informações da investigação com a Polícia Federal, após a identificação de indícios de possíveis crimes tributários. Com informações do Estadão Conteúdo.
Fotos: Agência Brasil e Reprodução/Redes sociais
Por Diário de Pernambuco