Após denúncias de testemunhas, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga se a justificativa de uma briga por causa de um chiclete foi usada para encobrir a verdade. Segundo novos relatos, a agressão teria sido uma suposta emboscada motivada por ciúmes.
Segundo o delegado-chefe da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), Pablo Aguiar, responsável pelo caso, o inquérito ainda não foi concluído e corre em segredo de Justiça. No entanto, revelou que a motivação para a agressão ainda está em investigação.
“O que eu posso dizer, nesse momento, é que a gente está concluindo que realmente, pode se dizer assim, que a questão de ter jogado um chiclete foi uma versão apresentada pelo autor e os amigos para tentar encobrir realmente o que que tava por trás“, afirmou Pablo Aguiar.
O advogado Albert Halex, representante da família do adolescente de 16 anos agredido pelo ex-piloto de Fórmula Delta Pedro Turra, 19, levantou uma nova suspeita sobre a motivação da agressão. Segundo ele, em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (5/2), o jovem teria sido supostamente alvo de uma emboscada motivada por ciúmes.
A motivação atualmente estabelecida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) é de motivo torpe: Turra teria jogado um chiclete mascado em um amigo do adolescente. A vítima teria teria respondido que não deixaria barato se a situação tivesse ocorrido com ele e a briga começou.
No entanto, segundo o advogado de defesa da família do adolescente, testemunhas apresentaram uma outra versão. De acordo com ele, a partir dos relatos das testemunhas, o jovem teria alvo de uma emboscada, motivada por ciúmes relacionados a ex-namorada de outro adolescente, amigo de Turra, que também é piloto.
“A defesa (…) expressa sua convicção de que houve uma emboscada premetida, motivada por ciúmes relacionadas a uma ex-namorada de outro piloto”, afirmou Halex. O Metrópoles não irá expor o nome do suspeito divulgado nas redes sociais pelo advogado por se tratar de um jovem menor de idade.
O adolescente agredido está internado em estado gravíssimo no Hospital Brasília, de Águas Claras (DF). Pedro Turra está preso preventivamente na Papuda.