Porque os bancos estão irritados com Daniel Vorcaro que obrigará FGC a pagar um terço das garantias acumuladas durante décadas

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Pagamento massivo a credores do Banco Máster pode sacar R$ 50 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos, forçando instituições financeiras a discutir novos aportes.

O FGC enfrenta seu maior desembolso histórico, com R$ 50 bilhões devidos a credores do Banco Máster, causando irritação e discussões sobre aportes entre os bancos.

A crise envolvendo o Banco Máster desencadeou uma das maiores operações de desembolso na história do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), gerando uma onda de preocupação e irritação entre as instituições financeiras brasileiras. O montante a ser pago aos credores pode atingir a marca sem precedentes de R$ 50 bilhões, um valor que representa aproximadamente um terço das reservas acumuladas pelo FGC desde sua criação em 1995.

A situação, amplamente associada à atuação de Daniel Vorcaro, coloca o sistema financeiro em alerta máximo.

Até a última quinta-feira (29), o FGC já havia efetuado pagamentos de R$ 32,5 bilhões a cerca de 580 mil credores do Banco Máster. Essa quantia corresponde a 80,05% do valor total previsto para desembolso e atinge 75% dos investidores com direito à garantia.

Contudo, a estimativa final indica que o montante total a ser sacado do fundo pode chegar a R$ 50 bilhões, beneficiando aproximadamente 1,6 milhão de correntistas que tinham aplicações em produtos bancários do Máster.

Se o desembolso atingir os R$ 50 bilhões, será, de fato, o maior saque em toda a trajetória do FGC. Para contextualizar, em setembro de 2025, o fundo possuía ativos de R$ 161,13 bilhões. Uma retirada dessa magnitude, equivalente a um terço de suas reservas, levanta sérias questões sobre a sustentabilidade e a capacidade de resposta do FGC em futuras crises, apesar dos avanços em sua governança desde 2020.

Bancos Discutem Aportes para Reequilibrar o FGC

A iminência de um saque tão vultoso levou as instituições financeiras a intensas discussões sobre a necessidade de realizar aportes financeiros para reequilibrar o caixa do FGC. Essa perspectiva, naturalmente, é motivo de grande insatisfação para os bancos, que veem a possibilidade de serem compelidos a contribuir com recursos adicionais para cobrir o rombo deixado pela crise do Banco Máster.

A medida visa garantir a continuidade da proteção aos depositantes e a estabilidade do sistema.

O FGC foi estabelecido com o propósito fundamental de proteger depositantes e investidores em cenários de intervenção ou liquidação de bancos

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