O prefeito de Bacabal (MA), Roberto Costa (MDB) anunciou, nesta segunda-feira (19/1), que foi realizada uma reunião de alinhamento com autoridades locais para avaliar como será feita a integração Anderson Kauan, de 8 anos, junto a comunidade no quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA).
Kauan é uma das crianças que desapareceu no município no último dia 4 de janeiro, junto com os primos Isabelle, de 6 anos, e Michael, de 4. O menor foi encontrado na última quarta-feira (7/1) por um carroceiro em um matagal, a 4 km de distância do local em que desapareceu, sem roupas e com sinais de fraqueza.
Desde então, Kauan está recebendo apoio médico e psicológico. A reunião da prefeitura de Bacabal nesta segunda contou com a presença de membros do Ministério Público, Conselho Tutelar, Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Saúde, de Educação e representante da comunidade de São Sebastião dos Pretos.
“O Kauan, ele tem o desejo, né, junto à sua família, de voltar ao convívio da comunidade. Ele que tem um acompanhamento hoje médico, psicológico e precisa, na verdade, ser reinserido ao convívio da sua comunidade. Mas para isso é necessário uma rede de proteção para que possa garantir, né, a sua estabilização de volta à comunidade de forma segura”, disse o prefeito.
3ª semana sem respostas
As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, entram na terceira semana sem qualquer confirmação sobre o paradeiro das crianças. Desaparecidas desde o dia 4 de janeiro, no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA), o caso chega, nesta segunda-feira (19/1), ao 16º dia sem novas pistas.
A força-tarefa, responsável pela procura dos irmãos, foi ampliada ao longo do fim de semana com a entrada da Marinha do Brasil, que passou a atuar no Rio Mearim com o uso do side scan sonar. O equipamento permite o mapeamento do fundo do rio e da coluna d’água mesmo em ambientes de baixa visibilidade.
Em paralelo, as buscas na mata continuam, assim como as investigações policiais. De acordo com o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, todas as hipóteses são apuradas pela Polícia Civil. Segundo ele, já há um inquérito policial instaurado, conduzido por uma comissão formada por delegados, agentes e investigadores da Polícia Civil.