A pesquisa "Viver em Recife: Qualidade de Vida", realizada pelo Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com o Ipec, revela que o transporte coletivo urbano é o terceiro problema mais citado pelos moradores do Recife. Sete por cento dos entrevistados apontaram o transporte público como a principal dificuldade, atrás da segurança pública, citada por 55%, e da saúde, mencionada por 12%. Esses dados reforçam a percepção de quem depende diariamente de ônibus, metrô e terminais para se deslocar na Região Metropolitana do Recife.
Apesar de alguns avanços nos últimos anos, a mobilidade urbana ainda é um dos principais gargalos estruturais da cidade. Os problemas incluem superlotação, longos tempos de espera, viagens demoradas e infraestrutura precária, que impactam a rotina de milhares de passageiros. No caso do transporte coletivo, o sistema é gerido pelo Consórcio de Transporte Metropolitano, que enfrenta desafios mesmo com a implementação de faixas prioritárias para ônibus.
A pesquisa também destaca a relação entre mobilidade e qualidade de vida, indicando que um transporte público eficiente pode reduzir o tempo perdido no trânsito e melhorar o acesso ao trabalho. Quando o transporte coletivo é identificado como um dos principais problemas, isso reflete as dificuldades enfrentadas pelos usuários e transforma a mobilidade em uma questão de bem-estar urbano.
A situação do Metrô do Recife, que enfrenta cortes de orçamento e falta de investimentos, contribui para a percepção negativa do transporte público. Essa realidade exige atenção para que melhorias sejam implementadas e a qualidade de vida dos recifenses seja efetivamente promovida.