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Educação

Professores podem não iniciar ano letivo em São José do Egito

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Imagem Ilustrativa

 

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de São José do Egito (Sintesje) emitiu nesta terça (9) comunicado informando da decisão da categoria de não iniciar o ano letivo caso a Prefeitura Municipal não pague o 13º salário completo dos aposentados e o vencimento do mês de dezembro de 2017 de professores e servidores efetivos do administrativo da educação.

Na nota o sindicato deixa claro que essa decisão foi tomada em assembleia realizada em 29 de dezembro último e conclama os servidores da Educação para seja feito um trabalho de mobilização para efetivar a ação de não se iniciar o ano letivo sem os pagamentos regularizados.

Em conversa com o blog a presidente do Sintesje, professora Lúcia Maria, relatou que ainda não foi divulgado o calendário do ano letivo por parte da secretaria. Lúcia enfatizou ainda que “com essa mudança de secretária de Educação a gente enquanto sindicato não foi convocado pra nada”.

A presidente do sindicato disse ainda que a decisão da categoria foi comunicada formalmente ao Gabinete do Prefeito e às secretarias de Educação e Finanças.

O sindicato exige também um posicionamento da Prefeitura em relação à regularização dos pagamentos dentro do prazo legal, que seria até o quinto dia útil do mês para se quitar o vencimento do mês anterior. Lúcia Maria completou: “Então, o que é que a categoria viu? Nós queremos que o prefeito regularize pelo menos no limite legal; que a gente esteja recebendo os nossos salários de certeza até o quinto dia útil. Essa articulação de parada está em cima dessa questão”.

Ainda na terça (9) entramos em contato com o secretário de Finanças Augusto Valadares. Enviamos questionamentos pelo WhatsApp e conversamos por telefone. Valadares disse por telefone que até o início do ano letivo os pagamentos em atraso devem estar regularizados. Ficou acordado entre a reportagem e o secretário que os esclarecimentos fossem enviados por texto. A matéria com as informações acima estava pronta esperando o posicionamento da Prefeitura. Fechamos a edição do texto às 11h desta quarta (10) e até esse horário as respostas às nossas indagações ainda não haviam sido recebidas.

 

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Educação

Em Pernambuco, ensino integral melhora índices de alunos no ensino superior

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Os pernambucanos Liniker Rodrigues e Warlley Santana, ambos com 25 anos, são os primeiros de suas famílias a cursar uma universidade. Eles dividem outra coisa em comum: se formaram no ensino médio em uma escola integral da rede pública estadual.

Depois do colégio na periferia do Recife, Liniker se formou em enfermagem, fez especialização em obstetrícia e ginecologia pela UPE (Universidade de Pernambuco) e outras duas pós-graduações: em saúde da família e em saúde mental, álcool e drogas. Agora, faz a segunda residência e é professor universitário e pesquisador da área.

Da escola na cidadezinha de Sairé, a 100 km da capital, Warlley foi parar na lista dos aprovados em psicologia da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). E, junto com a pós em psicologia organizacional, ele dá início a uma segunda graduação na federal, em administração.

Os dois não são casos isolados em Pernambuco. Os alunos da rede pública do estado que cursaram ensino integral têm 63% de chance de ingressar no ensino superior, 17 pontos percentuais a mais que os estudantes de meio período. Eles também têm uma renda superior em cerca de 18% já no início da carreira. Além disso, o ensino integral zerou o diferencial entre a renda de brancos e negros e aumentou o ingresso das mulheres no mercado de trabalho.

A conclusão é do estudo feito pelo Laboratório de Pesquisa e Avaliação em Aprendizagem da FGV (Fundação Getulio Vargas) e pelo Instituto Sonho Grande, em parceria com a Secretaria de Educação, com 2.814 jovens que concluíram o ensino médio nas escolas estaduais entre 2009 e 2014.

O hoje enfermeiro diz que o ensino médio foi sua “base de construção reflexiva da sociedade”. “Tínhamos nove matérias, inclusive disciplinas práticas, como botânica, robótica, astronomia”, conta Liniker, que é negro e afirma ter superado também o “racismo institucional”.

Já Warlley resolveu usar seu exemplo para orientar outros jovens. O auxílio acadêmico e emocional que recebeu no colégio e despertou seu interesse pela psicologia é agora seu objeto de trabalho como mentor educacional num curso pré-vestibular. “Eu ansiava por estudar, me sentia acolhido. Hoje ajudo outros alunos a acreditarem nos seus sonhos”, diz.

Em 2004, Pernambuco lançou um projeto-piloto para melhorar a qualidade do ensino e reduzir a evasão no ensino médio. Além de ampliar a jornada, apostou na formação integral dos adolescentes, por meio do protagonismo dos estudantes e da construção de um projeto de vida.

O modelo virou política pública com a criação do Programa de Educação Integral, quatro anos depois. O estado saltou no ranking nacional do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), do 21º lugar, em 2007, para o primeiro lugar, em 2015. Em 2017, ficou em terceiro, mas foi o que teve a menor taxa de abandono escolar e menor desigualdade de aprendizagem entre estudantes de nível socioeconômico mais baixo e mais alto.

É um investimento contínuo e uma mudança de cultura. Somos um estado pobre da região Nordeste, mas apostamos na educação interdimensional”, afirma Fred Amancio, secretário de Educação e Esportes de Pernambuco.

No entanto, não é só estar mais tempo dentro da escola, ele diz. “É melhorar a infraestrutura para criar um ambiente mais favorável e ter proposta pedagógica, currículo diferenciado, para tornar a escola mais interessante. Não adianta só ter outra aula de física, mas uma disciplina de física experimental, para a aplicação prática do conhecimento”, diz Amancio.

Hoje, mais de 50% das escolas estaduais têm carga horária ampliada e desenvolvem aspectos físicos, cognitivos e socioemocionais dos alunos.

O estudo comparou pela primeira vez a vida dos jovens que saíram da rede pernambucana para avaliar as diferenças entre os alunos formados nas escolas de tempo integral (onde ficam de 7 a 9 horas diárias) e aqueles formados em escolas de tempo parcial (com carga horária de 4 a 5 horas diárias).

Os formados nas de tempo parcial têm 46% de chance de ingressar no ensino superior, enquanto entre os egressos das escolas integrais essa chance sobe para 63%. O perfil das universidades que esses jovens cursam também muda: os estudantes das integrais têm chance maior de ingressar em uma instituição pública -a diferença é de 9 pontos percentuais.

Graduados ou não, eles conseguem iniciar a vida profissional com um salário médio 18% superior ao daqueles do ensino parcial – a remuneração inicial chega a ser cerca de R$ 265 superior ao salário médio dos ex-alunos de tempo parcial. Quando o estudo olhou para os que têm a mesma qualificação, jovens formados nas escolas integrais seguem com melhor desempenho no mercado de trabalho.

Num recorte de cor, entre os que concluíram o ensino médio em tempo parcial, negros receberem salário em torno de 10% menor do que brancos. Já nas escolas integrais, a diferença salarial deixa de existir, ainda segundo o estudo. No caso das mulheres, a probabilidade de estarem trabalhando aumenta em 8 pontos percentuais no caso daquelas que cursaram o ensino integral.

As variáveis gênero, cor e nível socioeconômico exercem forte influência na desigualdade educacional e, consequentemente, na renda. Segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), enquanto homens apresentaram um rendimento médio mensal de R$ 2.497, as mulheres têm rendimento 22,4% inferior, o equivalente a R$ 1.938. O diferencial em relação à cor foi ainda maior. Enquanto brancos ganharam, em média, R$ 2.938, pretos e pardos ganharam R$ 1.656, ou seja, 43,6% a menos.

Para tentar reverter o quadro, o Ministério da Educação criou em 2007 o Programa Mais Educação, induzindo os estados e municípios a ampliar a jornada escolar para, no mínimo, sete horas diárias.

Dez anos depois, o MEC criou a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, para apoiar técnica e financeiramente a ampliação da oferta na rede pública. A meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação é de que 50% das escolas e 25% das matrículas da educação básica devem ser integrais até 2024.

No entanto, o país ainda está longe do objetivo, diz Cléo Manhas, assessora política do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) e parte do comitê da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

Vejo, ao contrário, um retrocesso. A escola em tempo integral exige mais recursos. Mas, se estamos cortando o orçamento da educação básica, estamos caminhando para trás”, afirma ela, em relação ao corte da verba do MEC feita pelo governo Jair Bolsonaro.

Considerando as rubricas relacionadas à educação básica, etapa que vai da educação infantil ao ensino médio, foram congelados até agora R$ 680 milhões.

(Por PE notícias)

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Educação

Candidatos têm até esta sexta para se inscrever no ProUni

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A inscrição deverá ser feita pela internet, no site do Prouni, até as 23h59 desta sexta (14)

Hoje (14) é o último dia para que os interessados em concorrer a uma bolsa de estudos em instituição de ensino superior particular se inscrevam no Programa Universidade para Todos (ProUni). A inscrição deverá ser feita pela internet, no site do Prouni, até as 23h59, no horário de Brasília. Até o final do prazo de inscrição, os candidatos podem alterar as opções de curso. Cada estudante pode escolher até duas opções. Será considerada válida a última inscrição confirmada.

Ao todo, serão ofertadas para o segundo semestre deste ano 169.226 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais, de 100% do valor da mensalidade e 101.139 parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade.

As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo. As bolsas parciais contemplam os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos.

Podem se inscrever candidatos que não tenham diploma de curso superior e que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018. Além disso, os estudantes precisam ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsista integral.

É preciso ter obtido ainda nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas obtidas nas provas do Enem. O cálculo é feito a partir da soma das notas das cinco provas, dividida por cinco. Outra exigência é a de que o aluno não tenha tirado zero na redação.

Também podem participar do programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.

Diariamente o sistema do Prouni calcula a nota de corte, que é a menor para ficar entre os potencialmente pré-selecionados de cada curso, com base no número de bolsas disponíveis e no total de candidatos inscritos no curso, por modalidade de concorrência.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a nota de corte é apenas uma referência para auxiliar o candidato no monitoramento da inscrição. Ela não é garantia de pré-seleção para a bolsa ofertada. O sistema do Prouni não faz o cálculo em tempo real. A nota de corte é modificada de acordo com a nota dos inscritos.

A divulgação do resultado da primeira chamada está prevista para 18 de junho. A segunda chamada será no dia 2 de julho.

O candidato pré-selecionado deverá comparecer à respectiva instituição de ensino superior para comprovação das informações no período de 18 a 25 de junho, caso tenha sido selecionado na primeira chamada, e de 2 a 8 de julho na segunda.

O prazo para participar da lista de espera é de 15 a 16 de julho. A lista fica disponível no site para consulta pelas instituições no dia 18 de julho. Com informações da Agência Brasil

Por Notícias ao Minuto

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Educação

Inscrições para Vestibular EAD da UPE, segui até o dia 19

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São 150 vagas para São José do Egito

Termina no próximo dia 19 de Junho, as inscrições para o Vestibular EAD, na modalidade a distância, da Universidade de Pernambuco (UPE) para o segundo semestre de 2019. Ao todo mais de 1.500 vagas estão sendo oferecidas, dessas 150 são para o polo UAB de São José do Egito.

O candidato que se interessar precisa se inscrever exclusivamente pela internet, através do seguinte endereço eletrônico: processodeingresso.upe.pe.gov.br.

Ao todo cinco cursos de graduação estão disponíveis; Licenciatura em Pedagogia, Biologia, Letras – Português, História e Bacharelado em Administração Pública. No processo de ingresso EAD está reservada 20% das vagas para o sistema de cotas da UPE.

São José do Egito, é uma das 14 cidades em todo estado que tem vagas disponíveis nesse vestibular. O candidato só poderá optar por um curso em um único polo. A taxa de inscrição custa R$ 100,00.

As provas acontecerão no dia 04 de Agosto na cidade-polo de escolha do curso do candidato. A divulgação do listão dos candidatos classificados pode acontecer até o dia 21 de agosto de 2019.

O Polo da universidade Aberta do Brasil funciona no prédio do Centro de Inclusão Digital em São José do Egito.

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