Após a eleição de 2022, o PSB elegeu 14 deputados estaduais, a maior bancada da Assembleia na atual legislatura. Contudo, com a aproximação do fim da janela partidária em 4 de abril, a expectativa é que o número de representantes do partido na Alepe caia para 5 ou 6. A filiação de Gleide Ângelo ao PP, anunciada recentemente, foi um fator determinante para essa redução, que deixa os socialistas com apenas 6 deputados: Francismar Pontes, Eriberto Rafael, Simone Santana, Rodrigo Farias, Sileno Guedes e, possivelmente, Diogo Moraes.
A movimentação de deputados em busca de novas legendas também é notável. Waldemar Borges se filiou ao PCdoB, enquanto Jarbas Filho já havia migrado para o MDB. Além disso, outros deputados como France Hacker, Dannilo Godoy e Aglaison Victor devem deixar o PSB até o dia 4 de abril, aumentando as defecções no partido.
A saída de Gleide Ângelo, que surpreendeu seus colegas, é vista como uma estratégia de fortalecimento do PP, especialmente em um momento em que há preocupações sobre a estabilidade da legenda. O relacionamento dela com o PP era considerado bom, e sua saída foi interpretada como uma concessão de João Campos ao deputado federal Eduardo da Fonte, que busca consolidar sua posição para a candidatura ao Senado.
Carlos Veras, presidente estadual do PT, confirmou que a oficialização do apoio à candidatura de João Campos deve ser adiada, com novas datas sendo discutidas após o término das plenárias regionais. Enquanto isso, o prefeito João Campos negou que sua chapa esteja fechada, mas essa afirmação não convenceu a maioria dos deputados estaduais, que acreditam que o acordo para a candidatura de Humberto e Eduardo da Fonte ao Senado já foi selado.


