As ações preferenciais da Companhia Energética de Brasília (CEB), identificadas pelo ticker CEBR6 na B3, enfrentaram uma queda significativa de 14,37% em apenas 30 dias. No dia 27 de maio, o valor da ação era de R$ 32, mas, conforme dados de terça-feira (23/6), o preço caiu para R$ 27,40.
O clima de incerteza entre os acionistas da CEB é intensificado por um comunicado recente da companhia, que menciona as dificuldades financeiras que o Banco de Brasília (BRB) impõe às contas do Governo do Distrito Federal (GDF). As medidas que o GDF poderá adotar para enfrentar essa crise estão no centro das preocupações dos investidores.
Em um comunicado emitido na última sexta-feira (19/6), a CEB esclareceu que não tinha conhecimento sobre a possibilidade de uma operação financeira que envolvesse o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e o BRB, a qual poderia utilizar a participação acionária do GDF na companhia como garantia.
Tanto o BRB quanto a CEB estão sob controle do Governo do Distrito Federal. Em março deste ano, foi aprovada uma legislação que possibilita ao GDF usar patrimônio público para capitalizar o BRB. Apesar dessa nova regulamentação, a CEB afirmou no comunicado que as áreas técnicas da Secretaria não têm informações sobre ações concretas em relação à operação que poderia envolver o uso de suas ações como garantia.
Esse cenário de instabilidade financeira pode impactar não apenas os acionistas da CEB, mas também a percepção do mercado em relação à saúde econômica do governo distrital. O futuro das ações da companhia dependerá das medidas que o GDF decidir implementar para mitigar os efeitos da crise financeira em curso.