Os ensaios técnicos das escolas de samba do Grupo Especial do Rio começaram na sexta-feira (30/1) e a coluna Fábia Oliveira foi ver tudo de perto na Marquês de Sapucaí. Rainha de Bateria da Mangueira, Evelyn Basttos, que também é uma das dirigentes da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), bateu um papo com a gente e comentou a polêmica causada pelas mudanças na distribuição dos ingressos este ano.
Para quem não está por dentro, o público não curtiu muito a ideia de que as entradas gratuitas para ver os ensaios técnicos teriam que ser retirados através de um aplicativo. Acontece que o sistema apresentou alguns problemas e causou revolta.
Questionada sobre o assunto, ela afirmou: “Teve um pouco de burburinho porque teve um choque de informações. Mas a Sapucaí é do povo, vai sempre ser. Facilitou para alguns, uns prefere aplicativo, outros preferem chegar aqui na hora. Mas a catraca é livre. É só chegar e vir curtir o ensaio técnico, que é de vocês, é do povo, tem que ser e bora curtir o Carnaval, gente”, convocou.
Reinado de 13 anos
Ainda durante o bate-papo, a influenciadora falou sobre seu reinado de 13 anos à frente dos ritmistas da verde e rosa: “Passa muito rápido, nossa. Ser rainha da Mangueira, pra mim, é representar todas essas mulheres do Morro da Mangueira, a força delas, a arte de cada uma, que são passistas, baianas. Ver a felicidade delas de me verem nesse reinado é gratificante pra mim “, afirmou.
Logo depois, Evelyn Basttos comentou sobre a preparação das crianças para que uma delas ocupe seu lugar no futuro: “Estou preparando umas 100. A gente está com um esquadrão bom para ser Rainha de Bateria”, declarou, antes de completar:
“A gente tem 100 possibilidades de cuidar do futuro dessas crianças e falar de samba, mas não só de samba. Falar do poder que elas têm, que elas podem ser Rainhas de Bateria, mas também rainhas de todas as encruzilhadas das vidas delas. Isso pra mim é legado, é o mais importante em ser Rainha de Bateria. Poder passar o poder da mulher negra do morro, do subúrbio. O quanto elas podem, são lindas, maravilhosas e potentes nas suas artes”, pontuou ela.


