A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, do PSD, manifestou a expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, não compareça ao Estado durante o 1º turno das eleições. Essa avaliação é respaldada por um entendimento que, segundo a equipe de Raquel, foi alcançado entre Lula e Rui Costa, ex-ministro da Casa Civil, considerado um "padrinho" de Lyra no governo federal.
O pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos, que já foi prefeito do Recife e é presidente nacional do PSB, se posiciona como o principal adversário de Raquel na disputa de 2026. Campos tem buscado estabelecer uma aliança com o Partido dos Trabalhadores, visando garantir o apoio de Lula em sua campanha.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, que atua como coordenador-geral da campanha de reeleição de Lula, declarou que o presidente terá apenas um palanque em Pernambuco. Essa afirmação foi feita após o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, ter comentado que Lula poderia ter palanques duplos no Estado, com ambos os candidatos, Campos e Raquel Lyra, recebendo apoio.
A fala de Wellington Dias gerou descontentamento em João Campos, que se comunicou com Edinho Silva para esclarecer a situação. Em resposta, Edinho garantiu tranquilidade ao ex-prefeito do Recife. Posteriormente, na terça-feira, Dias fez um contato para esclarecer suas palavras e há a expectativa de que Lula possa fazer um gesto público em apoio a Campos, possivelmente através da gravação de um vídeo.
O grupo político de Raquel Lyra acredita que a relação entre a governadora e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é positiva, destacando que Raquel sempre expressa gratidão pela atenção dada a Pernambuco. No entanto, enfatizam que o foco principal está nas questões locais, embora uma declaração de apoio à reeleição de Lula possa ser esperada.
Atualmente, a chapa da governadora ainda está em formação e a definição de candidatos deverá ocorrer apenas nas convenções partidárias, que começam a partir de 20 de julho. Existe uma tendência de que o deputado Túlio Gadêlha, do PSD-PE, seja um dos candidatos ao Senado na aliança com Raquel. A outra vaga está sendo disputada pela federação União Progressista, que apresenta dois pré-candidatos à Casa Alta: o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, do União Brasil, e o deputado federal Eduardo da Fonte, do PP, que também preside a União Progressista em Pernambuco.