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Raquel Lyra manda “recados” para a oposição pelas redes sociais: “caneta não faz barulho, resolve”

A governadora Raquel Lyra (PSD) usou as redes sociais, nesta terça (27), para mandar “recados” para a oposição.

Em meio a denúncias de “espionagem” da Polícia Civil contra um secretário municipal da gestão de João Campos (PSB), seu eventual principal adversário nas eleições deste ano, a governadora utilizou como símbolo uma caneta para exaltar os feitos de sua administração.

“Aqui a caneta não faz barulho. Faz entrega. Resolve. A gente usa do jeito certo: pra governar Pernambuco e cuidar de todos os pernambucanos, sem deixar ninguém pra trás”, escreveu Raquel Lyra, no instagram.

Sem citar nomes ou fazer referência à investigação contra secretário Gustavo Queiroz Monteiro, chefe de articulação política e social da Prefeitura do Recife, a postagem começa com a frase: “A caneta que está transformando Pernambuco”. Ao lado, aparece uma foto da governadora, sorridente, com uma caneta na mão.

Em seguida, ela lista ações da gestão, como o Arco Metropolitano, que teve o início das obras anunciado, e o Programa ‘Bom Prato”, baseado na construção de cozinhas comunitárias.

A gestora também cita o programa de recuperação de estradas, os investimentos na segurança pública, e o projeto de melhorias no Metrô do Recife, está em desenvolvimento.

Polêmica

Segundo a denúncia, veiculada no domingo (25), pela TV Record, o secretário municipal foi alvo de uma investigação, chamada de “espionagem” pela oposição ao governo estadual.

A Polícia Civil confirmou que houve monitoramento e informou que a apuração teve início a partir de uma denúncia de suposto recebimento de propina por parte de Monteiro.

Segundo a corporação, o foco da investigação era um veículo da frota da Prefeitura do Recife utilizado pelo secretário.

Em entrevista coletiva, na segunda (26), o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, afirmou que foi feita uma apuração preliminar, já arquivada. Carvalho disse que era “falsa” a narrativa de “espionagem”.

Também na segunda, o prefeito João Campos questionou a investigação.

“O que está em jogo não é a polícia investigar, mas fazer isso da forma certa. Eu não tolero corrupção, mas também não tolero perseguição”, afirmou.

 

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