Nesta segunda-feira (20.jul.2026), o Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou um relatório que alega que Cuba tem conduzido uma campanha de espionagem e subversão no território norte-americano por 67 anos, desde a Revolução Cubana de 1959.
O documento, que possui 100 páginas, caracteriza a abordagem cubana como um "novo modelo para uma guerra de desgaste prolongada". Esta estratégia é organizada em torno de atividades de espionagem, infiltração, sabotagem e formação de redes de aliados.
A divulgação deste relatório ocorre em meio a um cenário de intensa pressão da administração de Donald Trump, do Partido Republicano, sobre o governo cubano. Em junho, Trump impôs sanções a indivíduos associados ao regime cubano, enfatizando a necessidade dos EUA de "se livrar do regime".
A publicação do relatório destaca a preocupação dos Estados Unidos com as ações de Cuba, que, segundo o documento, têm se intensificado ao longo das décadas. A análise das atividades de espionagem é apresentada como um alerta sobre as táticas utilizadas pelo governo cubano para infiltrar-se na sociedade americana.
Este relatório não apenas reafirma as tensões históricas entre os dois países, mas também demonstra a continuidade de uma rivalidade que se estende por mais de seis décadas. A Revolução Cubana, que se instaurou em 1959, ainda é um ponto central nas relações entre Cuba e os Estados Unidos, moldando políticas e percepções ao longo dos anos.
A análise das informações contidas no relatório pode ter implicações significativas para a política externa dos EUA em relação a Cuba, especialmente considerando o cenário atual de sanções e pressões diplomáticas. A comunidade internacional observa atentamente as reações que poderão surgir a partir da divulgação deste documento.