Renan Santos, pré-candidato da Missão à Presidência da República, declarou a representantes da embaixada dos EUA em Brasília que, idealmente, seria responsabilidade do Brasil prender o ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, ao invés dos Estados Unidos. A afirmação ocorreu durante o evento "Debating Brazil", que aconteceu na tarde desta quinta-feira (25) no Oscar Restaurante, localizado no Brasília Palace Hotel.
O encontro, que reuniu diplomatas de cerca de 60 países, foi organizado pela newsletter especializada The Brazilian Report e pela agência Novo Selo Comunicação. Renan Santos, que é coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) e presidente da Missão, falou em inglês, sem o auxílio de tradutor, abordando temas relevantes da política internacional e da economia brasileira.
Durante sua apresentação, o pré-candidato destacou que o projeto do seu grupo visa posicionar o Brasil como a quinta maior economia do mundo, o que implicaria em uma maior projeção de poder na América do Sul. Neste contexto, Renan enfatizou que a prisão de Nicolás Maduro deveria ser uma ação do Brasil, ressaltando que o ex-ditador foi capturado em Caracas por uma equipe da Delta Force, um grupo de elite das Forças Armadas americanas, em 3 de janeiro deste ano.
Renan Santos, de 42 anos, consolidou-se como o terceiro colocado nas últimas pesquisas para a disputa presidencial. Sua participação no evento foi marcada pela discussão sobre a operação Compliance Zero, que envolveu o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao senador Jaques Wagner (PT-BA). Além disso, ele comentou sobre a crise entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência.
A proposta de Renan de que o Brasil tome a frente em ações contra Maduro reflete uma visão de liderança na América do Sul, buscando um papel ativo do país em questões regionais. Sua postura ressoa com a tendência de maior envolvimento do Brasil nas dinâmicas políticas do continente, especialmente em relação a governos considerados autoritários. Ao assumir essa posição, Renan Santos busca diferenciar sua candidatura e atrair a atenção de eleitores que valorizam uma postura firme em relação a regimes adversários na região.