RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Roberto Sánchez assume liderança nas eleições presidenciais do Peru

Na apuração do 2º turno das eleições no Peru, Roberto Sánchez supera Keiko Fujimori por 23.282 votos, embora a DISPUTA ainda esteja acirrada com...

O candidato Roberto Sánchez, representando o partido Juntos por el Perú, conquistou a liderança na apuração do segundo turno das eleições presidenciais no Peru, superando Keiko Fujimori, do Fuerza Popular, na tarde desta segunda-feira (8.jun.2026). Até às 10h55, 95,84% das urnas haviam sido contabilizadas, revelando uma vantagem de 23.282 votos a favor de Sánchez, em uma das disputas mais acirradas da história eleitoral peruana.

Por volta das 15h, a diferença entre os dois candidatos foi reduzida a apenas 330 votos, mas à medida que novas atas foram sendo incluídas, Sánchez conseguiu se distanciar novamente. Até o momento, quase 98% dos votos no território peruano foram apurados, enquanto a contagem dos votos do exterior avança de forma mais lenta, com apenas 25% das urnas abertas. A possibilidade de uma nova virada ainda permanece, uma vez que 1.866 atas ainda estão pendentes de processamento.

Keiko Fujimori se destaca entre os eleitores que votaram no exterior, com aproximadamente 65,3% dos votos, em contraste com os 34,6% que foram destinados a Sánchez. Apesar de estar na liderança, o candidato enfrenta questões judiciais, pois na sexta-feira (5.jun.2026), a Justiça decidiu que ele será julgado por não ter informado sobre o financiamento de seu partido em eventos ocorridos entre 2018 e 2020. No entanto, essa decisão não impede sua participação nas eleições, e ainda cabe recurso.

As eleições presidenciais no Peru ocorrem em um contexto de instabilidade política que já perdura por mais de dez anos. Keiko e Sánchez apresentam propostas divergentes, refletindo a polarização existente no país. O plano de governo de Sánchez abrange propostas para reduzir a pobreza, apoiar a agricultura familiar e promover a descentralização econômica. Ele conta com o apoio do ex-presidente Pedro Castillo, de quem foi Ministro do Comércio Exterior e Turismo.

Por outro lado, Keiko, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o Peru de 1990 a 2000, promete impulsionar a iniciativa privada, oferecendo suporte a empreendedores e fintechs, além de implementar reformas previdenciárias e tributárias.

Desde 2016, o Peru já teve oito presidentes, sendo que quatro deles foram destituídos pelo Congresso, dois renunciaram antes de enfrentar processos de impeachment e um completou um mandato interino de apenas oito meses. A lista inclui: Pedro Pablo Kuczynski, que renunciou em 2018; Martín Vizcarra, que assumiu após Kuczynski e foi destituído; Manuel Merino, que ficou no cargo por apenas cinco dias; Francisco Sagasti, que conduziu um governo de transição; Pedro Castillo, que foi destituído após tentar dissolver o Congresso; Dina Boluarte, que assumiu após Castillo e também foi destituída; José Jerí, que ocupou a presidência após Boluarte e foi derrubado pelo Congresso; e José Balcázar, que assumiu em fevereiro de 2026 e permanece até a posse do próximo presidente eleito.

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9155-5555.