O atacante Rodrigo Aguirre, que disputou a Copa do Mundo pelo Uruguai, foi expulso em uma partida do Campeonato Mexicano devido à aplicação da 'lei Vini Jr.'. O incidente ocorreu durante o jogo entre Tigres e Tijuana, onde Aguirre tapou a boca com a mão enquanto discutia com um adversário, o que gerou a intervenção do VAR.
O lance que resultou na expulsão aconteceu no final do primeiro tempo. Aguirre estava em uma discussão com Gómez, do Tijuana, quando cobriu a boca para se dirigir ao jogador rival. Embora o árbitro não tenha percebido a infração em campo, a revisão do VAR levou o juiz a consultar o monitor, resultando na expulsão do atacante uruguaio. O Tijuana acabou vencendo a partida por 3 a 1.
A 'lei Vini Jr.' foi introduzida durante a Copa do Mundo e é aplicada em situações de discussão, confusão ou provocação. Casos em que os jogadores mantêm uma conversa normal não são abrangidos por essa regra. Um exemplo disso foi o caso do jogador inglês Jude Bellingham, que não foi punido por uma conversa com um adversário em um jogo contra Gana.
A norma surgiu após um incidente envolvendo Vini Jr. e o jogador Prestianni, durante uma partida entre Real Madrid e Benfica, pela Champions League. Naquela ocasião, Prestianni foi acusado de realizar ofensas racistas ao brasileiro ao tapar a boca. A IFAB, entidade responsável por definir as regras do futebol, debateu a aplicação dessa norma em sua última reunião.
A 'lei Vini Jr.' já resultou em expulsões de outros jogadores durante a Copa do Mundo, incluindo o meio-campista Miguel Almirón, do Paraguai, e o zagueiro Piero Hincapié, do Equador, em partidas contra Turquia e México, respectivamente. Essa regra visa evitar que discussões acaloradas entre jogadores se tornem um problema nas competições.