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Romeu Zema propõe uso de inteligência artificial no Judiciário e mudança nas indicações do STF

O candidato à Presidência Romeu Zema defende a substituição de juízes por inteligência artificial e a implementação de lista tríplice para escolha de ministros...

O ex-governador de Minas Gerais e atual candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), revelou em entrevista à GloboNews, realizada na quinta-feira, 6 de agosto de 2026, sua intenção de promover mudanças significativas no Judiciário, caso seja eleito. Entre as propostas, ele sugere a substituição de juízes por inteligência artificial (IA) como uma maneira de reduzir os gastos da máquina pública e aumentar a eficiência do sistema.

Durante a conversa, as jornalistas Andréia Sadi e Natuza Nery questionaram Zema sobre suas ideias para o Judiciário. O candidato afirmou que pretende que a administração pública, em todas as suas esferas — municípios, estados e União — se torne pelo menos 1% mais eficiente anualmente. Ele destacou que a tecnologia, especialmente a inteligência artificial, já é amplamente utilizada no setor privado e pode contribuir para a produtividade dos juízes. "Com o uso de IA, ao invés de ter 10 mil juízes, poderíamos reduzir esse número ao longo do tempo para 8 mil e depois para 6 mil", explicou.

Apesar de sua defesa pela implementação da inteligência artificial, Zema não detalhou quais funções seriam desempenhadas pela tecnologia ou se ela poderia influenciar diretamente nas decisões judiciais. Essa falta de especificação deixou em aberto como essa mudança seria viabilizada na prática.

Além das propostas relacionadas à IA, Zema também afirmou sua intenção de modificar a forma de indicação dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Ele já havia manifestado essa ideia em junho e propôs aumentar a idade mínima dos indicados para 60 anos. Atualmente, a legislação permite que o presidente indique candidatos que tenham entre 35 e 70 anos, além de exigir notável saber jurídico e reputação ilibada, com aprovação pela maioria absoluta do Senado.

O candidato propõe a adoção de um modelo de lista tríplice para a escolha dos novos ministros, o que diminuiria a liberdade do presidente em indicar nomes. Zema citou sua experiência como governador de Minas Gerais, onde utilizou esse formato de indicação. "Durante meu governo, recebi nomes excelentes, que já haviam passado por triagens na OAB, no Ministério Público e no Tribunal de Justiça. Por que o presidente tem tanta liberdade para indicar o advogado dele ou do PT?", questionou.

Ao ser indagado sobre quais entidades seriam responsáveis pela elaboração dessa lista tríplice, Zema mencionou que ainda não tem nomes específicos em mente, mas gostaria de contar com a colaboração de "gente qualificada", mencionando a OAB e o Congresso como potenciais parceiros nesse processo.

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