Rotina de Bolsonaro na Papudinha tem caminhada, médico todo dia e nenhum livro lido, aponta relatório

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Relatório da Polícia Militar do DF ao STF detalha as atividades do ex-presidente em prisão, incluindo cuidados de saúde e visitas, mas sem registro de leitura.

Relatório da PMDF ao STF detalha rotina de Bolsonaro na Papudinha, incluindo caminhadas, médico diário e visitas, sem registro de leitura de livros.

A rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, onde está preso, é marcada por caminhadas, visitas de familiares e advogados, atendimento médico diário e ajuda religiosa eventual. Contudo, um detalhe chamou a atenção no relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF): a ausência de leitura de livros por parte do ex-mandatário.

As atividades constam em um relatório detalhado enviado ao STF pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), atendendo a um pedido do ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal. O documento é crucial, pois as informações contidas nele subsidiarão a decisão de Moraes sobre o pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro.

O laudo da perícia da Polícia Federal, realizada em 20 de janeiro, ainda aguarda anexação ao processo.

A PMDF monitorou a rotina do ex-presidente entre os dias 15 e 27 de janeiro, consolidando os dados a partir de registros administrativos e operacionais de seu Núcleo de Custódia. Nesse período, Bolsonaro acumulou mais de cinco horas de caminhada, com registros que variaram de nove minutos a uma hora e quinze minutos. Além disso, ele realizou cinco sessões de fisioterapia e recebeu duas vezes o serviço de capelania, com assistência do pastor Thiago Manzoni, deputado distrital pelo PL.

Detalhes da Rotina e Visitas

Sem contar médicos e advogados, que possuem livre acesso à Papudinha, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o ex-vereador Carlos Bolsonaro foram os únicos familiares a visitá-lo na prisão durante o período monitorado. A assistência médica diária na Papudinha é feita tanto por profissionais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal quanto pela equipe particular que acompanha o quadro clínico de Bolsonaro.

Os atendimentos consistem em avaliações de rotina para monitoramento geral do estado de saúde, incluindo aferição de sinais vitais como pressão arterial, frequência cardíaca e saturação de oxigênio.

A ausência de leitura de livros ao longo do período é um ponto notável, uma vez que essa atividade, pela legislação, poderia garantir a remição (abatimento) da pena. Bolsonaro foi transferido em 15 de janeiro da Superintendência da PF em Brasília para a Papudinha, onde ocupa uma cela de 64,83 m² que dispõe de banheiro, cozinha, lavanderia, quarto, sala e uma área externa.

Em um desenvolvimento mais recente, na quinta-feira, 29 de fevereiro, Bolsonaro recebeu a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O encontro é visto como um gesto que reaproximou o ex-presidente do clã familiar, especialmente após a indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como potencial candidato da direita em 2026.

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