O Kremlin manifestou, nesta quinta-feira (23/7), que a Rússia permanece aberta ao diálogo para encerrar o conflito na Ucrânia, mas não pretende interromper suas operações militares enquanto, , países europeus continuarem a apoiar Kiev na manutenção da guerra.
As declarações foram feitas pelo porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, em um momento de crescente tensão nas relações diplomáticas entre Moscou e os aliados europeus da Ucrânia. Isso ocorre após o governo russo endurecer seu discurso contra as propostas de segurança defendidas por nações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Peskov reiterou que a disposição para negociar está presente, mas a estratégia militar da Rússia seguirá em andamento em resposta à postura das capitais europeias. “Permanecemos abertos ao processo de negociação, mas, numa situação em que as capitais europeias incentivam o regime de Kiev a continuar a guerra, também continuamos com a nossa operação militar especial”, afirmou.
Além disso, o porta-voz destacou que as tropas russas estão obtendo resultados no campo de batalha, embora não tenha fornecido detalhes sobre os avanços ou as operações específicas em que esses resultados foram alcançados. “Continuamos nossa operação militar especial e podemos observar avanços positivos nesse sentido”, declarou.
As advertências da Rússia coincidem com o aumento do apoio militar à Ucrânia por parte de seus aliados. Recentemente, países como França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Espanha, Holanda, Noruega, Suécia e Dinamarca anunciaram a formação da coalizão FREYJA, com o objetivo de desenvolver um sistema integrado de defesa contra mísseis balísticos.
Na semana passada, Peskov havia afirmado que as garantias de segurança propostas pelos líderes europeus excluíam a participação da Rússia, argumentando que essa posição poderia deixar os países europeus “completamente excluídos” do processo de resolução do conflito. O governo russo também defende que qualquer acordo deve reconhecer a Crimeia, Sevastopol e outras regiões anexadas como parte da Federação Russa, além de garantir a neutralidade, desmilitarização e desnuclearização da Ucrânia.