Os trabalhadores do comércio brasileiro receberam, em 2024, um total de R$ 369,2 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações, conforme dados da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no dia 29 de julho de 2026. A média salarial foi de 1,9 salário mínimo.
O comércio por atacado liderou o ranking de salários, com uma média de 2,8 salários mínimos. Em seguida, o comércio de veículos automotores e motocicletas apresentou uma média de 2,1 salários mínimos, enquanto o comércio varejista ficou com 1,6 salário mínimo.
Dentre os segmentos do comércio, os maiores salários médios foram observados em áreas específicas, como o comércio por atacado de equipamentos e produtos de tecnologia da informação e comunicação, que alcançou 5,8 salários mínimos. Outros destaques foram o comércio por atacado de combustíveis e lubrificantes, com 4,7 salários mínimos, e o comércio por atacado de produtos farmacêuticos e cosméticos, que registrou 4,6 salários mínimos.
No total, o comércio formal empregou 10,6 milhões de pessoas em 1,6 milhão de empresas em 2024. A maior parte dos trabalhadores, com 7,6 milhões, estava no comércio varejista, seguida pelo comércio por atacado, que contou com 2 milhões de profissionais, e o comércio de veículos automotores e motocicletas, com 950.700 empregados.
As três atividades que mais empregaram no setor foram os hipermercados e supermercados, com 1,6 milhão de trabalhadores, o comércio varejista de produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos, além de artigos médicos e ortopédicos, que empregou 887.300 pessoas, e o comércio de material de construção, com 858.500 profissionais.
As empresas comerciais no Brasil estavam distribuídas em 1,8 milhão de unidades locais. A receita operacional líquida totalizou R$ 7,7 trilhões, sendo R$ 3,8 trilhões provenientes do comércio por atacado, R$ 3,2 trilhões do comércio varejista e R$ 761,3 bilhões do comércio de veículos automotores e motocicletas.