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Sanções dos EUA impactam investigação da Polícia Federal sobre tráfico de drogas

A Polícia Federal deflagrou a operação Exchange após sanções dos EUA contra dois brasileiros, que são investigados por lavagem de dinheiro ligada ao PCC....

Em 3 de julho de 2026, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, revelou que as sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, afetaram a operação Exchange, que investiga a lavagem de dinheiro relacionada ao tráfico internacional de drogas. Os alvos das sanções são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes, suspeitos de vínculos com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Rodrigues destacou que a investigação precisou ser apressada em razão do alerta advindo das ações norte-americanas, que ocorreram em 1º de julho. O diretor da PF mencionou que, sem essa designação, o resultado da operação poderia ter sido diferente, já que não conseguiram localizar Shimada durante as investigações, resultando em um prejuízo significativo.

A operação Exchange foi oficialmente iniciada na mesma data da declaração de Rodrigues, com a participação de mais de 50 policiais federais. Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária em locais como São Paulo (SP), Santos (SP), Praia Grande (SP) e Santana de Parnaíba (SP).

As apurações indicam que os investigados usavam um sistema complexo para movimentar recursos, que incluía transferências ilegais de criptoativos, transporte de valores em espécie, operações bancárias de alto valor e repasses entre pessoas físicas e jurídicas, além de outras transações financeiras. A PF identificou movimentações que ultrapassaram R$ 10 bilhões.

Foi determinado judicialmente o sequestro de bens, valores e criptoativos relacionados aos investigados, totalizando até R$ 10,4 bilhões. Os envolvidos na operação poderão ser responsabilizados por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, entre outros delitos que possam ser identificados durante as investigações.

A reportagem tentou contatar os representantes de Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes, mas não obteve sucesso em encontrar informações de contato válidas. O veículo continuará tentando estabelecer comunicação e atualizará o texto caso uma resposta seja recebida.

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