Um sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), identificado como Estacio Leite da Silva Filho, foi abordado em uma blitz de trânsito na região do Pistão Norte, em Taguatinga. Durante a abordagem, um policial militar encontrou uma pistola Glock 9mm e um carregador sobressalente no veículo do militar, além da arma institucional que ele portava regularmente.
Em seu depoimento, o sargento alegou que retirou a pistola para realizar um reparo mecânico, após identificar uma pane simples relacionada ao percussor da arma. Ele informou que a pistola foi retirada na segunda-feira (15) e que seria devolvida ao proprietário na terça-feira (16), após o conserto.
No entanto, o militar não apresentou a documentação da arma no momento da abordagem, pois ela estava registrada em nome de terceiros. Após a abordagem, ele foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos, sendo liberado em seguida.
A propriedade da pistola foi confirmada pelo sistema Sigma do Exército Brasileiro, conforme constou no despacho do ministro Alexandre de Moraes. A Polícia Civil notificou formalmente o ministro sobre a ocorrência, que será investigada pela 21ª Delegacia, que irá apurar as circunstâncias da posse da arma, a regularidade do transporte e a documentação apresentada pelo sargento.
Moraes determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifeste em um prazo de 24 horas sobre o boletim de ocorrência. O ministro questionou a razão pela qual Bolsonaro mantinha uma arma em casa, com carregador sobressalente, e por que, às vésperas do término de 90 dias de prisão domiciliar humanitária, solicitou um reparo na arma.
Além disso, Moraes requisitou informações sobre os protocolos relacionados aos aparelhos celulares dos agentes do GSI, indagando se os dispositivos permanecem armazenados fora da residência do ex-presidente durante o cumprimento da medida cautelar.