O Governo de Pernambuco avança em seu plano para reposicionar a Ilha de Itamaracá no cenário turístico internacional, com a confirmação de seis grupos empresariais interessados na transformação de terrenos desapropriados na região. A vice-governadora Priscila Krause fez o anúncio durante um evento na sexta-feira (24), que também marcou a chegada da rede Vila Galé ao antigo hotel Sheraton, situado na Reserva do Paiva, no Cabo.
O projeto prevê a conversão de aproximadamente 1.200 hectares, o que equivale a cerca de 40% do território de Itamaracá, em um moderno polo turístico e de lazer. A área, que anteriormente abrigava complexos prisionais, será desenvolvida por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP).
Priscila Krause destacou que o cronograma do projeto está em andamento e que o próximo passo ocorrerá em setembro deste ano. Nessa etapa, os seis grupos interessados deverão submeter suas propostas técnicas e de negócios, que serão analisadas e selecionadas por um comitê estadual. Os nomes das empresas que manifestaram interesse ainda não foram divulgados.
A vice-governadora enfatizou que a modelagem da PPP foi elaborada com o intuito de assegurar a sustentabilidade e o desenvolvimento socioeconômico da região a longo prazo. "O objetivo central é garantir que a área seja explorada de maneira adequada, preservando o meio ambiente e respeitando a vocação natural e histórica da ilha, famosa por suas praias, pelo Forte Orange e por sua rica identidade cultural", afirmou.
Com a entrega das propostas agendada para setembro, tanto o mercado quanto os habitantes da Região Metropolitana do Recife aguardam a publicação do edital, que poderá concretizar uma das mais significativas transições de uso de solo urbano e turístico do Estado. Essa mudança visa transformar o legado de detenção da ilha em um futuro voltado para o desenvolvimento turístico.
Apesar dos novos projetos estarem alinhados ao plano diretor da cidade, Itamaracá ainda necessita atualizar sua legislação. É fundamental revisar as normas que regulam os modelos construtivos e adequar-se ao plano de manejo da Comissão Pernambucana de Recursos Hídricos (CPRH), que estabelece diretrizes para áreas de preservação.