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Educação

Senado pode votar hoje projeto que suspende a aplicação do Enem

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Entre as pautas a serem votadas nesta semana, os líderes partidários do Senado incluíram o projeto de lei que suspende a aplicação do Enem por causa da pandemia do novo coronavírus. O projeto, da senadora Daniela Ribeiro (PP-PB), pode ser votado nesta terça-feira (19).

A proposta prevê a prorrogação automática de prazos para provas, exames e demais atividade para acesso ao ensino superior em caso de reconhecimento de estado de calamidade pelo Congresso Nacional ou de comprometimento do regular funcionamento das instituições de ensino do país.

“A realização do Enem 2020 digital confronta irremediavelmente a igualdade de oportunidades e concorrência entre os candidatos, principalmente se voltarmos nossas atenções às condições operacionais tão díspares entre alunos das instituições de ensino da rede pública em relação às oferecidas pela iniciativa privada”, justifica Ribeiro.

O Enem já registrou 3 milhões de inscritos para as provas deste ano. As impressas serão aplicadas em 1º e 8 de novembro e as digitais estão previstas para os dias 22 e 29 de novembro.

 

 

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Educação

Bolsonaro decide nesta semana quem é novo ministro da Educação

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O presidente Jair Bolsonaro retomou a busca por um novo ministro da Educação após desistir do nome de Renato Feder. O fim de semana foi de novas consultas para a escolha, que pode ser anunciada nesta segunda-feira (06). O Planalto diz que desta semana não passa.

Cotado a ministro da Educação, o educador Aristides Cimadon vai a Brasília para reunião com Bolsonaro, nesta segunda-feira. O nome dele foi indicado por parlamentares de Santa Catarina. 

Cimadon tem 70 anos, é reitor da Universidade do Oeste de Santa Catarina, tem graduação em Filosofia e Pedagogia, pela Universidade de Passo Fundo e bacharelado em Direito pela instituição onde hoje é reitor. Em 2017, ele abriu as portas da Universidade para sediar palestras do deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente.

Segundo a plataforma de currículo Lattes, o reitor atualizou seus dados pela última vez na quinta-feira (02), antes de seu nome passar a ser divulgado pela imprensa como cotado para o MEC.  

É descrito por apoiadores como alguém conciliador, de “fala mansa” e que “não vai trazer problemas para Bolsonaro”. Um conterrâneo dele defendeu que será difícil encontrar uma “falta grave” no histórico de Aristides.

Outro nome que cresceu na bolsa de apostas é o da secretária nacional de Educação Básica, Ilona Becskeházy. Ela já conversou pessoalmente com Bolsonaro há três semanas, antes da escolha de Carlos Alberto Decotelli para o MEC.

O nome dela passou a ser apontado como favorito para o ministério, até mesmo por deputados federais bolsonaristas, que apoiavam a indicação de Sérgio Sant’ana, assessor especial do órgão, para o comando da pasta.  

Doutora em política educacional pela USP, Ilona assumiu a secretaria no MEC em abril. Ela é uma das autoras do currículo de Língua Portuguesa em Sobral (CE), uma das referências na educação pública brasileira.  

Em um dos cenários construídos por apoiadores do Planalto, Ilona seria ministra e Santanna, secretário executivo da pasta.

Feder

O secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, se manifestou neste domingo (05), de acordo com ele, “diante de muitas informações falsas divulgadas ao meu respeito”. 

Feder rebateu pontos do dossiê produzido contra ele por integrantes da chamada ala ideológica do governo. Ele reafirmou sua formação, experiência, negou relação com partidos, ONGs e o tema ideologia de gênero.

“Tenho convicção de que a minha missão de vida é ajudar na educação do nosso país, sinto-me feliz fazendo esse trabalho e podendo devolver ao Brasil um pouco das bênçãos que recebi na vida”, disse.

Por PE Notícias

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Educação

Dificuldades durante a pandemia geram temores de abandono escolar

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Faz 3 meses que os filhos de Ivanilde da Silva perderam por completo o contato com a rotina de aprendizado. Sem acesso à internet e a 7 quilômetros de distância da escola, eles e os outros alunos da aldeia Rio Bonito, em Ubatuba, litoral paulista, estão distantes do ensino formal desde o início da quarentena no Estado de São Paulo, em 23 de março.

As crianças estão em casa, sem atividades“, diz Silva, líder comunitária. “Até o momento, não recebi nenhuma informação“, responde quando questionada sobre as orientações dadas aos estudantes.

Em São Paulo, que tem 3,5 milhões de alunos apenas na rede estadual, o ensino pela internet foi implementado a partir de 3 de abril. As atividades preparadas pelos professores também podem ser retiradas nas escolas na versão impressa, informa a Secretaria de Educação.

Na era pré-pandemia, os alunos da aldeia Rio Bonito eram levados de transporte escolar para a comunidade vizinha, onde fica a escola estadual indígena da Aldeia da Boa Vista. Em isolamento social para evitar a contaminação pelo novo coronavírus e sem condições de se deslocar, os pais que moram na Rio Bonito mantêm os filhos entretidos com as tarefas tradicionais do povo guarani.

O caso no litoral paulista não é único. Em todo o Estado, a participação nas atividades formais escolares durante a pandemia tem sido limitada: somente 27% dos estudantes matriculados na rede estadual retornam as tarefas aos professores, afirma a Apeoesp (o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo).

Falta inclusão digital tanto para professores quanto para os alunos“, pontua Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente da entidade, sobre as dificuldades.

Em todo o país, a adesão é limitada entre os 14,2 milhões de alunos matriculados nos ensinos fundamental e médio nas escolas estaduais, avalia Heleno Manoel Gomes Araújo Filho, presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).

A frequência tem sido muito baixa“, comenta Araújo Filho. Os motivos, argumenta, vão além da falta de acesso à internet. “Tem alunos que moram em locais sem saneamento, sem ambiente silencioso para estudar e cujos pais também não têm condições de ir à escola retirar material“, complementa.

Em Pernambuco, por exemplo, a rede de TV pública, que alcança 60% do Estado, também foi usada para transmitir conteúdo. Dos 580 mil estudantes, 8.000 acessaram aulas pela televisão na primeira semana, afirma Araújo Filho. “Duas semanas depois, esse número foi de 290 alunos, e depois caiu para 90“, exemplifica.

A Secretaria de Educação de Pernambuco informou que o conteúdo também pode ser acessado por uma plataforma virtual e que atingiria cerca de 80% dos alunos.

Medo e ansiedade

Pelas escolas municipais espalhadas pelos 5.570 municípios brasileiros, a situação não é diferente. Dos 16 milhões de alunos matriculados, estima-se que até 5 milhões estejam completamente desconectados durante a pandemia, segundo levantamento da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação).

É o caso dos filhos que moram com Joice Costa, que estão no 4º e 5º ano do ensino fundamental de uma escola municipal num bairro afastado do centro de Belo Horizonte. O único celular da casa não tem memória suficiente para navegar pela plataforma online usada para o aprendizado à distância.

Eles estão sem os estudos“, diz Costa, que está desempregada. “Eles sentem muita falta da escola e dizem que estão com muito medo de ter que repetir o ano“, afirma.

Por outro lado, a volta às aulas, ainda sem data em Minas Gerais, preocupa. “Fico preocupada principalmente com o mais novo, que é do grupo de risco por causa da diabetes“, diz Costa sobre o medo do contágio pelo novo coronavírus.

Para Luiz Miguel Martins Garcia, presidente da Undime, o momento de ansiedade devido à pandemia e de tensão trazida pelo uso de novas tecnologias pode ter consequências sérias.

Nossa grande preocupação é haver perda de vínculo dos alunos. Isso pode gerar abandono da escola”, comenta Garcia. “Tem famílias que estão falando em tirar os filhos da escola e retornar no ano que vem. O ano não está perdido. A gente tem condição e tem ferramentas técnicas para reorganizar o conteúdo“, ressalta.

Dados do Ministério da Educação apontam que pelo menos 55 milhões de pessoas estão envolvidas com o trabalho escolar no país: são estudantes matriculados na educação básica, pública e privada, e os profissionais. O número equivale a mais de 25% da população estimada no Brasil.

Estresse entre professores 

Além da adaptação rápida e obrigatória às mídia digitais, professores da rede municipal de São José dos Campos, interior paulista, vivem uma situação de estresse particular. Embora a recomendação dos órgãos de saúde seja o distanciamento social, os profissionais da educação são obrigados a cumprir expediente presencial na escola desde 3 de junho.

Em muitos casos, eles precisam se aglomerar num espaço determinado para conseguir acessar o sinal da internet. “Temos medo de nos infectarmos e de infectar os familiares que estão em casa respeitando o afastamento social“, afirma 1 profissional que, por medo de retaliação, pediu para não ter o nome revelado.

Além dos professores, temos na escola a equipe de limpeza, administrativo e estagiários“, complementa. “Na minha escola, em particular, temos 3 casos positivos de covid-19 e 7 que aguardam resultado de exames.

Questionada, a administração municipal respondeu que a presença na escola é para que os professores “possam utilizar os materiais pedagógicos e internet, deixando de gastar em casa” e que os cuidados recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) são observados.

A prefeitura não informou o número de casos de covid-19 confirmados entre os profissionais desde que passaram a dar expediente nas escolas.

Para a Undime, trata-se de uma “aberração“. A falta de diálogo agrava o estresse da época, comenta Garcia. “A pandemia reforça a importância de se ouvir as partes. Tem muitos professores adoentados, sobrecarregados. De repente, professor teve que fazer roteiro, gravar aula, postar aula, orientar família, e ele também vivendo o drama de uma pandemia“, exemplifica.

Vínculo e a vida que virá depois

A recomendação da CNTE para os dirigentes é estimular o cuidado com a vida. “Pandemia é uma situação inusitada. Temos que ter práticas solidárias nesse momento em que estudantes estão morrendo, em que estamos perdendo alunos da educação de jovens e adultos e seus familiares. Fazer contato direto é uma prática solidária. Não temos que exigir a escolarização neste momento“, opina Araújo Filho.

Segundo a avaliação de Flaviany Ribeiro, psicóloga escolar e professora da Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, é preciso ter cautela para preservar a saúde mental dos estudantes nesta fase de isolamento.

Para além de conteúdo acadêmico e pedagógico, os prejuízos psíquicos que podem vir são muito preocupantes“, comenta Ribeiro, citando como exemplo crise de ansiedade, fobias, medo de convivência e depressão.

A escola deve estar presente principalmente para manter vivo o vínculo com o professor, com os colegas. Estimular cognitivamente as crianças. E, quando voltar para a sala de aula, tudo isso que está acontecendo tem que entrar para a pauta“, opina a psicóloga.

Por enquanto, a volta da rede pública tem data para retorno em São Paulo. Com mais de 14.000 mortes por covid-19, o Estado decretou que as escolas voltam com capacidade parcial a partir de 8 de setembro.

O anúncio não foi bem recebido por trabalhadores da área. “Não deveria haver uma preocupação de lançar uma data sem antes resolver o problema da pandemia“, critica Noronha, da Apeoesp. (Do Poder 360 – Foto: Escola da aldeia Rio Bonito, em Ubatuba, fechada devido à pandemia)

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Educação

Sem foro, investigação contra Weintraub vai para a 1ª instância

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Sob risco de ser alvo de ação da Polícia Federal, o ex-ministro viajou para os Estados Unidos um dia antes de ser exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro no sábado (20)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), enviou para a primeira instância da Justiça Federal o inquérito que investiga o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub por racismo contra chineses.

Weintraub perdeu o foro privilegiado após sair do governo.

Sob risco de ser alvo de ação da Polícia Federal, o ex-ministro viajou para os Estados Unidos um dia antes de ser exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no sábado (20).

Ele embarcou no mesmo dia em que o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) protocolou no STF um pedido de apreensão de seu passaporte para evitar que ele saísse do Brasil.

Integrantes do Judiciário já diziam, nos bastidores, acreditar que Weintraub poderia ser preso, o que vinha preocupando o ministro e aliados do governo.

Weintraub era alvo do inquérito das fake news, que tramita no STF, acusado de racismo por ter publicado um comentário sobre a China e uma suposta responsabilidade do país asiático pela pandemia do novo coronavírus.

Não havia restrição judicial que impedia a saída do ex-ministro do Brasil.

No início deste mês, quando ainda estava no governo, o ex-ministro ficou em silêncio em depoimento à Polícia Federal sobre o caso. Weintraub preferiu entregar sua declaração por escrito. Ele foi recebido na sede da PF por militantes bolsonaristas que o defendiam.

Na decisão em que encaminhou o caso à primeira instância, Celso de Mello fez questão de ressaltar que a jurisprudência do STF permite a punição por racismo a estrangeiros.

“Cabe observar, por relevante, a propósito da questão ora em exame, a existência tanto de precedente firmado por esta Suprema Corte, em sede de repercussão geral, quanto de recentíssimo julgamento referente à alegada ocorrência de ‘discriminação e preconceito contra o povo judeu’ proferido pela colenda Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça”, disse.

Na postagem que motivou a investigação, o ex-ministro usou o personagem Cebolinha, da Turma da Mônica, para fazer chacota da China.

“Geopolíticamente, quem podeLá saiL foLtalecido, em teLmos Lelativos, dessa cLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo? SeLia o Cascão ou há mais amiguinhos?”, escreveu o então membro do gabinete do presidente Jair Bolsonaro, trocando a letra “r” por “l”, assim como na criação de Mauricio de Sousa.

Ao anunciar a saída do MEC, ao lado de Bolsonaro, em vídeo veiculado também em redes sociais, Weintraub disse que sairia do país para assumir uma posição no Banco Mundial.

Pelas redes sociais, ele disse que é alvo de ameaças. “Estou saindo do Brasil o mais rápido possível (poucos dias)”, escreveu o ministro no dia que embarcou aos Estados Unidos.

Por Folhapress

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